Complementação: Zé e o Grêmio

Anteriormente levantei a hipótese de Zé Roberto retornar a equipe como winger (ponta, extremo, meia-ala) pelo flanco direito, no lugar do Paraguiao Riveros. Pois bem, Enderson testou o camisa dez neste domingo, contra o Atlético Paranaense, o utilizando como meia-atacante, na vaga do lesionado Luan.

Enderson manteve a estrutura tática da equipe: 4-4-1-1. A exemplo do esquema tático, o modo de jogar do Grêmio se mantém: transição ofensiva em velocidade. Sem confundir com o “jogar em reação” que Tite implementou no Corinthians. O “jogar em reação”, consiste em induzir o adversário ao erro, seja no campo de ataque ou defesa, e realizar a transição ofensiva rapidamente para ‘pegar’ o adversário desestruturado – com as calças na mão. E, o modo de jogar tricolor é transitar em velocidade explorando único e exclusivamente Dudu (e, anteriormente, Luan), sendo assim, desrespeita a cartilha estabelecida por Tite: sair em bloco e superioridade numérica na transição. Portanto, a estratégia tricolor se baseia no velho e imutável contra-ataque.

O retorno de Zé Roberto a equipe, atuando como "1" entra meio-campo e ataque.
Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa, diria o poeta. Luan e Zé Roberto são distintos por completo. Em nada se assemelham. Zé cadencia. Luan acelera. Zé gira a bola. Luan é objetivo e vertical. Zé é meio-campista e isola Barcos. Luan ronda as imediações da grande área e faz companhia ao centroavante, além de servi-lo. Ao escalar Zé Roberto nesta faixa de campo, centralizado, “próximo” de Barcos, imagino que Enderson buscou qualificar as rápidas tramas ofensivas, especular finalizações de fora d’área e cadenciar (mesmo adotando o contra-ataque como modo de jogar?) o jogo quando necessário e buscar solução para a eventual ausência de Luan. A qualidade técnica de Zé Roberto é inegável e testa-lo como ponta de lança foi valido, verificou-se que ali ele não se encaixa (a demanda da função é outra), apenas para uma eventualidade.

O mapa de calor (que registram os espaços ocupados pelos jogadores enquanto eles tiveram a bola) do camisa dez demonstra a intensa movimentação do meia, comparecendo por todo setor de ataque. Logo, percebe-se que o meia foi solicito, foi de encontro ao jogo, porém, a estilo de jogo do Grêmio requer outra espécie de jogador para aquela função: alguém agudo, vertical, que infernize a defesa adversária. Claramente Zé não é, mas pode ser útil em tantas outras posições do meio-campo.

Mapa de calor do camisa dez tricolor evidencia por onde ele rodou.

Se Luan retornar a equipe para o jogo de quarta-feira, soluciona-se o problema do ataque. Não do time. Contra o Atlético-PR, Enderson testou Bressan e Geromel na zaga, ambos não demonstraram bom desempenho. E, de quebra, Grohe sentiu, Busatto foi posto à prova, reprovado veementemente.

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Onde Zé Roberto pode se encaixar?


O inicio de temporada nos apresentou o Grêmio no 4-1-4-1, com Edinho à frente da zaga, porém, contratempos moldaram o tricolor para o 4-4-2 em duas linhas. A combinação de Dudu, postado à esquerda da linha de meio-campo, com Luan, livre para movimentar-se como segundo atacante, transformou o Grêmio em um time veloz, que aposta na transição acelerada após o desarme para chegar ao gol em contra-ataques. E Zé, tem lugar?

A versatilidade de Zé Roberto abre um leque de posições em que o meio-campista tricolor possa atuar. De segundo volante ao lado de Edinho, passando por ‘winger’ – ponta, extremo, meia-ala – ou, ponta de lança, se aproximando de Barcos e ocupando faixa de campo do lesionado Luan – obviamente compondo outra função, pois foge completamente das características do jovem e promissor Luan.

No auge de seus trinta e nove anos, Zé Roberto desfila o clássico futebol de outrora: cabeça erguida, qualidade no passe, cadencia entre outras características que, aboliram do futebol ou não se encaixam mais nas demandas do futebol contemporâneo. 

Independente da posição que atue, irá fazê-lo com algo que não há no Grêmio atual: cadência. O camisa dez se sobressai perante os demais por fazer girar a bola, não necessariamente um organizar clássico, mas colocar panos quentes no jogo e não desperdiçar a posse de bola por pura afobação. Porém, com Zé em campo, seja na posição de Riveros ou Ramiro, a equipe perde e objetividade e presença na área adversária. Questões a se ponderar.

Considerando que Luan esta em franca recuperação, acredito que Zé Roberto ocupe a vaga de Riveros pelo flanco direito. Atuando nesta faixa de campo o camisa dez deve contrabalancear o descompensado esquema tricolor, pois, com posse de bola, o tricolor pende ao lado esquerdo com os velozes Wendell e Dudu; enquanto o flanco direito fica a deriva de Pará e Riveros, limitados ofensivamente.

Grêmio posicionado no 4-4-2 em duas linhas com Zé Roberto à direita

O que Zé pode agregar ao lado direito?

Enquanto Riveros cumpre com relativo sucesso sua função de winger – atuando pela beirada do campo, avançando e ingressando na área adversária quando ataca e, recuando e compondo a segunda linha de meio campo quando defende -, Zé Roberto atuará de pé trocado – canhoto no lado direito -, portanto, a tendência natural é que não busque a linha de fundo para cruzamentos; o meia deve realizar a diagonal e abrir a beirada do campo para avanço de Pará. Conhecendo as características de Zé Roberto, o meia deve girar a bola procurando brechas no sistema defensivo adversário, assim, balanceando a velocidade de Luan e Dudu com sua cadencia de jogo.

Lembrando que, no inicio da temporada, quando o 4-1-4-1 estava em vigência, Zé atuava pelo lado direito do campo, compensando a velocidade e verticalidade de Luan com qualidade no passe e organização das jogadas.

E defensivamente?

Como citado anteriormente, Riveros recompõe a linha de quatro quando o Grêmio é atacado sem grandes problemas. Zé Roberto capricha na condição física, mas não é nenhum garoto. Realizar o vai-e-vem constantemente deve ser desgastante, e, não bastasse o flanco esquerdo sobrecarregado, Enderson não deseja replicar a fragilidade pelo lado direito. Dor de cabeça para o treinador.

O que muda no estilo de jogo?

O atual Grêmio abusa da velocidade na transação ofensiva após realizar o desarme. Hoje, o desafogo é Dudu, mas, com a iminente volta de Luan, a equipe tende a reforçar essa característica. Hoje o Grêmio é vertical, completamente avesso a cadencia de Zé Roberto.
E com Zé, o que muda? A principio o camisa dez deve dar mais qualidade as tramas ofensivas pela beirada direita e municiar Luan e Barcos. Além de ler o jogo e interpretar qual o melhor momento de lançar-se a frente ou abrandar o jogo e rodar a bola – algo que Enderson tentou com o argentino Alan Ruiz, que viveu de lapsos.

A ausência de um meia cerebral impele o Grêmio a duas opções de jogo:

a) contra-atacar
b) ligação direta

Quando engessado pela marcação adversária o Grêmio abusou da ligação direta, mesmo com Alan Ruiz em campo – o meia não assumiu o protagonismo que lhe cabia e desmoronou frente a firme marcação. Não que Zé Roberto seja a solução dos problemas, mas dá opção do passe curto e inicio da transição com qualidade, não precisando recorrer à ligação direta.

A versatilidade do camisa dez não se restringe a beirada do campo, Zé pode atuar em inúmeras posições – citadas no texto -, e ser o coringa que é enriquece a equipe tricolor. Zé Roberto fornece a Enderson um leque de variabilidades táticas e estratégicas que beneficiam o time. Mesmo com criticas relacionadas a sua cadencia e estilo de jogo, não imagino que deixa-lo no banco de reservas seja uma opção racional.

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Suspenso por tempo indeterminado


Boa tarde! É com imensa tristeza que venho lhes comunicar que o blog ficara suspenso durante longo tempo.Inverno sem tempo estipulado de fim. Suspeito não haver primavera. Agradeço aos que acompanharam o blog e auxiliaram a difundi-lo nas redes sociais.

Desejava reviver o sentimento tático que inspirava minhas analises de outrora. Porém, não consegui acha-lo em meu eu interior. Ou, talvez, apenas uma crise matrimonial, precisando esparecer, "dar um tempo". Quem sabe.

Honesta e sinceramente não possuo mais prazer em analisar e escrever textos voltados ao futebol. Portanto, quaisquer analises de minha parte seriam obrigações e não prazerosas, como deve ser.

Reitero que foi uma honra estar com os senhores neste blog, cuja essência foi informar e apresentar temas para debate. Meus sinceros agradecimentos, Eduardo Papke Rocha. 

Se este lapso sessar, confesso voltar aos campos táticos.

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Os 12 grandes do Brasil em 2013, por enquanto


Análise de Leonardo Fernandes do blog Painel Tático
Apesar do período de contratações estar só começando com as possíveis chegadas de Carlos Eduardo no Flamengo, Riquelme no Palmeiras e Josué no Galo, as mais próximas de acontecerem, alguns times já se encontram em fase final de preparação para a temporada. Santos, São Paulo, Cruzeiro, Corinthians e Inter já têm elencos fechados. Fluminense, Atlético-MG, Botafogo e Grêmio ainda podem contratar, mas seus times estão praticamente definidos. Flamengo, Palmeiras e Vasco começam o ano cheios de incertezas e precisam sair às compras para fazer bem em 2013. Muito cedo para falar, mas já dá para tirar alguns palpites táticos dos jogos-treino e dos treinamentos enquanto os estaduais e a Libertadores não começam:
  • São Paulo
Apesar do desempenho constrangedor dos titulares no último jogo-treino, contra o RB Brasil, Ney Franco praticamente selou a equipe titular do São Paulo, pelo menos para a pré-Libertadores e o início de Estadual. Oficialmente sem Vargas, Ney manda a campo um híbrido de 4-3-1-2 e 4-2-3-1 pensado para suprir a saída de Lucas. Os laterais têm mais liberdade para avançar e Jádson ora é volante pela direita, ora é meia, às vezes invertendo com Ganso. Se a velocidade de Osvaldo pela esquerda é boa jogada, Jádson precisa se adaptar enquanto Wallyson se recupera de lesão. O empate no terrível jogo-treino contra o RB Brasil não deve se repetir e o São Paulo mantém o favoritismo na Libertadores.
São Paulo 2013
  • Santos
Para suprir a Neymar-dependência, Muricy pediu e a diretoria atendeu: vários reforços vieram ao time da baixada. Agora com Montillo e Cícero, o Santos, já confirmado por Muricy, deve usar o 4-3-1-2 com Arouca e Cícero marcando e jogando no meio, Montillo acionando Neymar e se juntando ao ataque e André na referência. O camisa 11 ganha time técnico e marcador no meio, mas precisa de uma defesa com melhores nomes. Nei  e Assunção ganham condição física e fazem do Santos um time bem melhor daquele visto em 2012.
Santos 2013
  • Corinthians
Ainda em ritmo de festa, o Corinthians irá atuar com reservas nas primeiras rodadas. Mas o time titular ganhou os bons reforços de Gil e Renato Augusto e Pato, a estrela do marketing que precisa se livrar das lesões para ter sequência. Tite deve optar por manter o 4-2-3-1 que marca em duas linhas, possui jogadas bem definidas e ganha ainda mais quando tem a referência na frente. Com Pato, o esquema passa a ser um 4-4-1-1 com o ex-Milan fazendo a ligação entre meio e ataque. Favorito a tudo o que participa, o Corinthians de 2013 só será conhecido no final de Fevereiro.
Corinthians 2013
  • Palmeiras
Mergulhado na crise, o Palmeiras tenta se reeguer após o vexame de 2012. Muitos foram embora mas apenas Prass e Ayrton chegaram, o que faz Gilson Kleina bater cabeça na escolha do time titular. O sonho cada vez mais próximo de Riquelme pode ajudar o time a suprir as prováveis ausências do desgastado Valdívia. Taticamente, Kleina vai manter o 4-2-3-1 da temporada passada, mas com postura mais cautelosa. Os dois jogos-treino mostraram um time fechado em seu próprio campo, saindo rapidamente pelos lados com Luan e Wesley e Barcos na dele, fazendo muitos gols. Jogar como time pequeno pode ser a única saída para o complicado Palmeiras.
Palmeiras 2012
  • Fluminense
Na boa: é assim que Abel Braga está em 2013. Depois de ser campeão brasileiro, o Flu manteve a base e ganhou Wellington Silva, do rival Fla, mas o time deve ser o mesmo de 2012. Com Riquelme distante e Conca descartado, o Flu deve ir a campo no 4-3-2-1 rápido pelas pontas e acionando muito Fred. Abel já acenou que quer uma espécie de 3-3-3-1 forte na marcação, mas precisa aprender com o erro capital de 2012: não depender de Fred e Deco. Os dois foram poupados do último jogo treino, uma derrota de goleada para o Audax-SP, por 4X0. Pelo menos reservas para os dois é preciso.
Flu 2013
  • Botafogo
O calminho Botafogo não se mostrou muito presente nas contratações e trouxe nomes poucos badalados para a defesa, posição criticada em 2012. Corretamente apostando na manutenção de Oswaldo de Oliveira, a Estrela Solitária vai a campo no 4-2-3-1 com a defesa bem mais experiente, mas lenta, Bruno Mendes se movimentando muito e Seedorf armando. Não é o time dos sonhos e precisa de ambição para ganhar algo além de um Carioca. Um centroavante e volantes são necessários.
Bota 2012
  • Vasco
A crise imensa do Vasco é reflexo da péssima administração e do caos financeiro dos times cariocas. A base de 2012 foi embora por completo e o Vasco aposta nas suas revelações da base e em velhos nomes como Carlos Alberto. Futuro? Ninguém sabe. Tática? Gaúcho acenou com um 4-4-2 britânico, o que melhor se encaixa na montanha de volantes do elenco. Mas o 4-3-3 e o 3-5-2 podem pintar. Faltam muitas contratações para o Vasco voltar a brilhar. Por enquanto, indefinido.
Vasco 2013
  • Flamengo
Se sufoco foi a palavra de 2012, renovação é a de 2013: o Flamengo contratou jogadores jovens como Gabriel e Elias e Dorival Júnior pode manter o 4-3-1-2 dos melhores momentos do ano passado. Mas falta um centroavante, já que Liédson não joga mais no Fla, laterais e zagueiros. Um time indefinido, mas que deve apostar no bom trato de Dorival com jovens e acabar com a crise política e financeira que assola o clube, já que está de presidente novo. Outro time indefinido.
Fla 2013
  • Cruzeiro
O Cruzeiro anunciou um pacote enorme de reforços, entre eles Marcelo Oliveira, o técnico, e não promete um time de estrelas, mas sim de jogadores regulares. No 4-2-3-1, Martinuccio e Éverton Ribeiro devem voar pelos lados enquanto Diego Souza se junta a Borges no ataque. Com novos zagueiros e Nílton e Henrique como volantes, o Cruzeiro pode surpreender em 2013. Resta confiar no trabalho de Oliveira para dar “liga” ao time.
Cruzeiro 2013
  • Atlético-MG
Após o quase no BR-2012, o Galo vem mais preparado emocionalmente para 2013. A base de 2012 permanece, e Cuca pretende resolver a meia direita, setor crítico, com Rosinei, ex-Corinthians. Ainda há a opção de Carlos César, habilidoso e rápido, ou Moraes, a contratação surpreendente do Galo para 2013. No meio, Josué pode pintar para melhorar a marcação. De resto, a base do 4-2-3-1 com a variação típica de Cuca para o 3-4-3 será mantida e basta manter o ritmo dos melhores jogos do ano passado para fazer bem na temporada. O jejum de 42 anos sem títulos de expressão já incomoda e muito.
Galo 2013
  • Internacional
Odiado por 10 entre 10 brasileiros, Dunga tenta a redenção no Inter, sua casa. Nomes novos como Bruno Peres e Willians chegam para apagar o caótico ano de 2012 e fazer valer a pecha de favorito que o Inter carrega, mas que nunca se confirma. Forlán, D´Alessandro e Dátolo devem ser o trio de meias do 4-2-3-1, junto com um meio bem trancado com Ygor e Willians. No papel é bom, mas na prática Dunga terá que ter muito jogo de cintura para fazer Forlán render o que se espera dele.
Inter 2013
  • Grêmio
Em seu último ano como técnico, Luxa tenta a Libertadores, seu grande sonho, a qualquer preço. Por isso apelou para velhos conhecidos como Dida e Cris e monta o time no seu predileto e vencedor 4-3-1-2. Alguns resgates: Elano não será volante, mas sim armador, como no Santos de 2004, e Zé Roberto atuará como volante armador pela esquerda, como o Santos de 2007. Alex Telles é o grande destaque nos treinos e promete voar pela esquerda. Apesar disso, é um elenco envelhecido e Vargas não deve estar presente na pré-Libertadores. Pintou um típico time de Luxa? ( muitos ataques pelos lados, movimentação, ofensividade e boa ocupação de espaços num 4-3-1-2).
Grêmio 2013

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Como seria o Bayern de Guardiola?

Análise de Diogo Ribeiro Martins do blog A Prancheta Tática

Hoje, em seu site oficial, o Bayern de Munique, um dos gigantes do futebol europeu, anunciou que a partir da próxima temporada, em decorrência a aposentadoria de seu atual treinador, o ex-técnico do Barcelona, Pep Guardiola, vai treinar o clube alemão até 2016.

Pep Guardiola, como muitos sabem, tem uma história imensa com o Barcelona, tanto como jogador, tanto como treinador, onde conquistou muitos títulos importantes.
Agora, essa é a chance do espanhol provar ao mundo todo que ele consegue treinar outro time sem ser o Barcelona. É claro que ele não vai do nada fazer com que o Bayern jogue igual ou semelhante ao clube catalão, mas pelo menos ele pode fazer com que o time possa ter mais qualidade coletiva e poder jogar marcando pressão e com mais posse de bola que o normal.
Atualmente o Bayern joga num 4-2-3-1, porém, sofre com a ausência do holandês Arjen Robben, que está lesionado atualmente. Com isso, o quarteto ofensivo Kross-Ribery-Muller-Mandzukic está mais estático, com menos mobilidade, mesmo que o time esteja agora nas oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa e seja líder isolado da Bundesliga, Guardiola pode fazer com que esse time, com algumas contratações, seja mais dinâmico, mais ofensivo, sem comprometer a defesa.


"O atual Bayern de Munique no 4-2-3-1 com uma referência na área e com menos mobilidade."


"Com Guardiola, um dos prováveis times do Bayern pode ficar mais dinâmico e ofensivo, com os dois volantes marcando e saindo pro jogo no 4-2-3-1, o apoio alternado dos laterais, o time todo avançando suas linhas pra marcar pressão e Muller de falso nove, para permitir o avanço dos trio de meias, e até dois dois volantes, é claro que Guardiola vai pedir reforços, sejam para compor elenco, ou seja pra ser titular nesse time. "


E você caro leitor como você acha que Guardiola irá escalar o Bayern? Qual esquema? Quem seria titular? Comentem, mostrem suas ideias e opinem!

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Possível Timão com Pato


Texto do blog do Carlão 
A temporada 2013 vai ser longa e desgastante para o Corinthians. Paulista, Libertadores, Brasileiro, Recopa, Copa do Brasil, e quiçá o Mundial novamente. Vai saber. Portanto, mais do que nunca, o elenco terá de ser rico em quantidade e qualidade, já que Tite deverá girá-lo como bem entender. 


Cedo ou tarde, no entanto, o onze ideal terá de ser eleito - sem jamais abdicar de planos B, C, D... Quanto ao A, creio em Renato Augusto titular. E, se confirmada a notícia da Sky Sports desta segunda-feira, Alexandre Pato também.

Eu sei. Pato se machuca com frequência. (E é justamente por causa das lesões e das suspensões que o plantel tem de ser forte a ponto de resistir o desunamo calendário nacional.) Contudo, caso o jogador do Milan consiga emplacar uma sequência satisfatória de jogos (por que não?), não tenho dúvida de que estará entre os onze, pois trata-se de um craque extraclasse.

Tite é adepto do 4-2-3-1, todos sabemos. Mas sabemos também que existem variações: por exemplo, quando Emerson vem atuar na faixa central e Danilo fecha um dos corredores, caracterizando assim uma espécie de 4-4-2 em linha (ou 4-4-1-1, se preferir). E é no 4-4-2 em linha, com eventuais variações, que o Corinthians pode vingar no ano que vem.


Partindo do princípio que Ralf, Paulinho, Renato Augusto, Pato e Guerrero seriam titulares, restaria apenas uma vaga do meio pra frente. Entre os candidatos estariam Emerson, Danilo, Jorge Henrique, Romarinho e Martínez, todos aptos a preencher o flanco esquerdo do campo. Lembre-se que, no Bayer Leverkusen, Renato em regra atuava aberto à direita - o que não quer dizer que não possa jogar em outra posição no Timão.

Em relação à dupla de ataque, Guerrero e Pato poderiam se completar com rara felicidade. Jogadores de mobilidade e qualidade com a bola no pé longe da área, Pato e Guerrero poderiam se revezar entre primeiro e segundo atacante. Ambos têm totais condições de exercer as duas funções. E se fosse desejo do treinador, Pato poderia, sem a bola, encostar no primeiro volante adversário pela faixa central - algo que Emerson faz de vez em quando.

Na minha hipotética prancheta, aliás, deixei Emerson e seus 34 anos como segunda opção, atrás de Martínez. 2013 pode ser, de fato, a temporada para o argentino se firmar na equipe. Agora, caso ele peça para sair (disse isso no começo de novembro), as alternativas seriam Danilo, Jorge Henrique, Romarinho... Além, claro, de Emerson. Qual seria a melhor pedida? Só os treinamentos e os jogos iriam dizer. E sabemos que, com Tite, ganha-se a posição na bola.

Douglas? Bem. Acho que seria reserva. Todavia, como o calendário é extenso e nenhum clube está livre de lesões e suspensões, o camisa 10 poderia ser bastante utilizado, até pela possibilidade de adoção do 4-2-3-1, com ele na meia central.

Existem outras possibilidades táticas e técnicas? Sim. Claro que sim. Mas inspirado pela informação sobre Alexandre Pato (que pode não se concretizar), resolvi de bate-pronto rascunhar o Corinthians 2013, e o que de melhor veio à minha cabeça foi esse time. 



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Apresentando o Box-To-Box

Texto original do blog Doentes Por Futebol. Autor: Thiago Menezes

Lampard, Gerrard e Scholes são "box-to-box" natos.
Lampard, Gerrard e Scholes são “box-to-box” natos.

BOX-TO-BOX
Aqui no Brasil é comum ouvirmos de locutores e comentaristas sobre os ‘volantes’ Lampard e Gerrard, ou que o brasileiro Anderson, ex-Grêmio, virou um jogador defensivo atuando pelo Manchester United.
Quem assiste às partidas, no entanto, sabe que não é bem assim. Esses jogadores têm um papel importante defensivo, sim, mas são igualmente importantes no campo ofensivo, participando da armação das jogadas, criando chances de gol e finalizando de longa e média distância.
Pela cultura tática inglesa, os meio-campistas são formados aprendendo tanto a defender quanto a atacar. Geralmente são habituados a atuar no esquema 4-4-2 em linha, isto é: além da típica linha de quatro defensores, há outra linha idêntica no meio, com dois meias abertos – chamados de wingers – e os meias centrais, denominados de box-to-box.
Box-To-Box - meia central defensivo e ofensivo
Box-To-Box – meia central defensivo e ofensivo
CAIXA-POR-CAIXA?
box-to-box (“área a área” em inglês) atua fazendo tanto a função de volante quanto a de armador, indo e voltando o tempo todo entre as duas intermediárias. Um atributo muito importante para um box-to-box se sair bem na parte ofensiva é o chute de longa distância: jogadores como Lampard, Gerrard, Scholes e Carrick possuem bons chutes longos, podendo aproveitar as sobras na entrada da área ou mesmo bolas ajeitadas pelos atacantes, que fazem o papel de pivô. Como entre o box-to-box e o atacante não existe nenhum jogador especializado apenas em criação, é esse meio-campista que precisa arriscar mais os chutes de fora.
ANDERSON, O BOX-TO-BOX TUPINIQUIM
Talvez pelo motivo citado acima, o brasileiro Anderson não consegue destaque contínuo no Manchester United. Ele, que era um meia-armador nato, aprendeu a marcar, mas não consegue desempenhar o papel de box-to-box com tanta qualidade por faltar com as finalizações. Ele marca, avança como tem que avançar, mas no campo ofensivo se limita apenas a criar, além de quase não finalizar ao gol e não ter um bom chute longo. Com isso, mesmo quando faz boas partidas, sempre fica parecendo faltar alguma coisa, e como acaba aparecendo mais marcando, cria-se a falsa ideia de que se tornou um volante típico e perdeu a liberdade de atacar.
Você provavelmente está pensando agora: bom, se o box-to-box avança ao ataque, um imenso buraco no meio campo aparece. Não estaria errado se não fosse o adiantamento da linha defensiva, que sobe junto com a linha de meio-campo, posicionando-se poucos metros atrás. Isso pode tornar o time mais vulnerável a contra-ataques rápidos, porém a compactação dos jogadores dá o combate necessário caso o time perca a bola, pressionando o adversário até que todos se posicionem em suas posições originais.

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