Archive for Janeiro 2012

O abismo entre clubes brasileiros e argentinos


A rivalidade entre os dois países continua acirrada, quando em campo os ânimos esquentam e traz à tona anos anteriores que lembravam uma batalha campal. Se dentro do campo o futebol é discutível, fora dele não resta argumentos aos “hermanos”. A desigual diferença é relacionada ao momento econômico de Brasil e Argentina. Enquanto pegamos o elevador e não paramos de subir, nossos vizinhos optaram pela escada.
Nossa moeda forte esta atraindo bons jogadores sul-americanos, repatriando nossos craques e mantendo as futuras promessas. Na comparação com o peso argentino, um real pode comprar quase 2,5 pesos. É por estas e outras que alguns vêm jogar aqui atraídos pela diferença e proximidade com seu país natal.  

A goleada se torna ainda maior em relação à arrecadação dos clubes. Enquanto o Corinthians é modelo base para clubes brasileiros, arrecadou neste ano de 2011 algo em torno de 45 milhões de reais em patrocínios. Boca e River Plate catam migalhas, acentuando ainda mais a diferença entre os dois países.

Argentina do Brasil?

River possui dois patrocínios brasileiros. E as camisas de seis clubes são fornecidas por empresas bazucas.

River Plate = Tramontina, Petrobras

Vélez = Mondial, Topper

Newell’s Old Boys = Topper

Racing, Argentinos Juniors e Lanús = Olympikus

Cotas de TV

Comparação injusta. Estou me baseando em números de 2011. Se fosse os de 2012 a lavada seria ainda maior.

R$ 43 milhões: Corinthians e Flamengo

R$ 34 milhões: São Paulo, Palmeiras e Vasco

R$ 25 milhões: Atlético-MG, Botafogo, Cruzeiro, Fluminense, Grêmio, Internacional, Santos

R$ 15 milhões: Atlético-PR, Bahia, Coritiba, Guarani, Goias, Portuguesa, Sport, Vitoria

R$ 11 milhões: Boca e River

Patrocínio

Os contratos de Boca e River, somados, não chegam aos pés do Corinthians.

Corinthians: R$ 42 milhões

São Paulo: R$ 38 milhões

Boca e River: R$ 5 milhões

Vantagem dos “hermanos” na Espanha e Itália

Os brasileiros ainda dominam o mercado europeu. A Argentina é maioria na Espanha e Itália. Na Espanha a nove jogadores argentinos a mais em relação aos brasileiros. Na Itália o numero é de sete a mais. Nos demais países o verde e amarelo e se sobressai, principalmente em Portugal, para cada argentino, existem 11,6 brasileiros.

Comparação salarial

Enquanto temos craques no Brasil recebendo salários astronômicos, na Argentina o salário de seu maior jogador não banca as noites de Ronaldinho Gaúcho.  

Pode se dizer que Riquelme joga no Boca por amor, assim explicando seu salário baixo na comparação com o Gaúcho. Ainda que a estrela flamenguista esteja com salários atrasados.

Riquelme = R$ 220 mil reais mensais

Ronaldinho = R$ 1,20 milhões mensais


Pouco não significa incompetência

É normal ver um clube brasileiro contratar algum argentino, estando na América ou Europa. Raro é ver clube argentino pagando para repatriar seus jogadores. Também não resta duvida que os clubes argentinos sabem vender melhor seu peixe, atualmente estamos melhorando, mas longe do considerado perfeito.

A comparação é indevida e sempre um lado sai prejudicado, porém é necessário mostrar o abismo entre os dois países. Muito se explica o porquê de jogadores saindo de seu país e vindo para terras tupiniquins. Números também mostram que alguns clubes argentinos sabem trabalhar com pequenos montantes, mas nem por isso deixam de fazer times competitivos.

Seria covardia fazer uma comparação entre Brasil e os demais países sul-americanos. Imaginem que a folha salarial do Once Caldas não passa de R$ 400 mil mensais, envolvendo todas as despesas, mesmo participando de uma Copa Libertadores. Sem contar os desmanches anuais dos clubes.


Fonte: Revista Placar

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Coluna de segunda, mas é de primeira

Dia do fico

Não é nada em relação à torcida FICO. Trata-se de algo maior, D’ALESSANDRO fica no Internacional. Aquele velho chavão é de grande valia: “Existe um Inter com e sem D’Alessandro”. Argentino, com toque refinado, D’Ale se tornou o principal “reforço” para Libertadores.  O gringo aceitou a proposta colorada, valores não foram divulgados, mas seu salário foi quase que dobrado.


Sub-23 ou Reserva ou Banguzinho

Independente do time que Dorival e direção escolham para ir a campo não se deve exigir mais do que se esperaria do time principal. Criticar os resultados é no mínimo sem fundamento, pois é uma maneira de preservar o time titular que se vê amarrado em relação ao calendário. Normalmente estes “times” não possuem seqüência ou ritmo de jogo, quiçá a chamada “malandragem de outros carnavais” para uma partida ríspida. Alternância em resultados é tão normal quanto à escalação, cabe criticar a FGF – Federação Gaúcha de Futebol – que “montou” o calendário. É uma espécie de Banguzinho do Inter, o que estiver a disposição vai a campo.

Nova derrota

Não era este o inicio de temporada esperada pelo torcedor tricolor, mesmo o cauteloso esperava um algo a mais. Nova derrota, desta vez contra o Juventude, em Caxias. Caio Junior aparentemente esta procurando o melhor Grêmio, usando do regional para um laboratório, seus “ratinhos” de laboratório parecem estar perdidos e o final do labirinto esta longe.

Dicas para Caio

Quem sou eu para dar dicas a um ex-jogador e atual treinador de um dos principais times do Brasil? Bom, não custa tentar. Ai vai Senhor Caio Junior:

- Caio Jr pelo amor dos meus filinhos – mesmo que ainda não tenho filhos - prende um volante. Não precisa chegar à frente com sete jogadores. Segura o Fernando, coloca o Léo Gago para pegar rebote ofensivo. 

- Voltaram os buracos que são propícios para contra-ataques. Como já citei no item anterior, repense melhor a defesa.

- Não precisa vencer dando show, demonstrando um futebol envolvente e revolucionador. Trabalhe com o que você possui em mãos, sonhar é aceitável, mas cuidado para não cair em pesadelo.

- Atacar com muitos é fácil quero ver é fazer estes muitos defenderem desde a zona ofensiva.

- Defina um esquema, ele é essencial para bom rendimento da equipe. Percebo que a filosofia de jogo é aplicada, mas futebol é repetição e continuidade. Jogar ora com cinco no meio, ora com quatro, ou ainda três zagueiros não torna nada melhor. Você possui variações, mas sem nenhum esquema ou time base.

Agora entendo melhor o porquê de Caio ter o apelido de Harry Potter. Calma é só mera semelhança.  

Futebol é convicção. No momento Caio Jr está procurando a sua.

Clubes de regionais

Percebo nestes regionais que clubes de “certa” expressão montam times para apenas disputar regionais, após, se desmontam ou fecham as portas. É um grande erro, quem perde é o futebol e o próprio clube. Jogar durante alguns meses é não ter planejamento e a cada ano formar um time e depender da liga entre direção - comissão técnica – comandados. Estes são clubes com validade já estipulada, geralmente são conhecidos como, Clube elevador, sempre subindo e descendo.

Palmeiras o previsível

Existe time mais previsível que o Palmeiras de Felipão? Creio que não. Principais jogadas? Ou bola aérea com Marcos Assunção, ou correria de Luan e Maikon Leite. Torcida Palmeirense irá penar mais um ano, aparentemente a estante de títulos ficara coberta de pó e teias de aranha.

Mão amiga, ou...

Melhor seria apito amigo? Estou falando do Corinthians, é claro. Ano vai, ano vem e os árbitros voltam a beneficiar o Coringão. Pode ser que está “pegação de pé” se explica pelo Corinthians estar sempre na mídia. Mas o lance deste domingo foi vergonhoso ate para Danilo. O meia ficou sem reação ao “sofrer” a falta, achou o lance normal, após o arbitro apitar que ele reclamou e se deu conta da invalidade do gol.

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O FUTEBOL DO ANTIGAMENTE ERA MELHOR DO QUE O DE HOJE?

Entre o pioneiro Mundial de 1930 e aquele, que, dentro de dois anos, teremos no Brasil, já não existe qualquer ponto de contato. Ao longo de 82 anos, o futebol, como tudo na vida, foi mudando muito. Desde o tempo dos calções pelos joelhos de Andrade, ás chuteiras aerodinâmicas de Cristiano Ronaldo, existe um abismo, tático, técnico e de ritmo de jogo, a separar esses dois tempos. No fundo, tudo se resume a uma questão de ritmo de jogo.

Quando venceu o primeiro Mundial da história, o Uruguai jogava num primitivo 3-2-5. Era o tempo dos dribladores, não se admitiam passes para trás e o futebol desconhecia a palavra tática na sua essência. Com o tempo, os sistemas foram evoluindo, passou-se pelo método, WM, 4-2-4, diagonal, 4-5-1, cattenacio, 4-3-3, 4-4-2, 5-3-2, até o atual 4-2-3-1, o esquema mais utilizado no futebol moderno. Independente do esquema sempre houve jogadores de qualidade. Entre eles, no entanto, um fato falou mais alto do que a qualidade técnica, fazendo a diferença de época: a condição atlética e o ritmo de jogo.

Revendo, por exemplo, os jogos do Brasil no Mundial de 58, é fácil descobrir Didi caminhando lentamente, a passo, no meio-campo, executando depois, sem grande oposição um longo passe em profundidade. Um gesto ainda possível de rever em Gerson, canhotinha de ouro, no titulo de 70, mas já menos solto de marcação.

Com o passar dos anos, a pressão sobre a bola foi reduzindo cada vez mais o tempo e o espaço para os artistas segurarem a bola. Recentemente, um estudo sobre o tema, demonstrava, estatisticamente, o tempo que um jogador tinha para segurar a bola antes e um adversário lhe cair em cima para desarmá-lo: 1958: Garrincha 4 segundos; 1962: Garrincha: 3,5; 1966: Eusébio: 3; 1970: Rivera: 3; 1974: Cruyff: 2,5; 1982: Zico: 2; 1986: Maradona: 1,5; 1994 e 1998: Baggio e Zidane: 1.

Não há duvida que o tempo para pensar diminuiu. Di Stefano ou Garrincha continuariam hoje, pela sua magia técnica, a ser grandes estrelas, mas, fisicamente, teriam de ser jogadores diferentes, pois os defensores, e seu sistema de pressing, estão hoje muito mais ativos.

No fundo é uma questão de velocidade e ritmo. Basicamente, o futebol evoluiu, sobretudo na abordagem coletiva do jogo. Antes, essas grandes individualidades quase viviam num mundo á parte, hoje, os seus legítimos sucessores, como Ganso ou Totti - no seu ápice -, terão, para sobreviver, de se integrar nas manobras de todo o onze e incorporarem, em campo, a tal dinâmica da tática.

Observando a história, detecta-se um ponto fulcral onde tudo mudou: 1974. A revolução teve a assinatura de Cruyff, o primeiro dos grandes futebolistas modernos. Uma análise que conclui ser hoje muito mais difícil, por falta de tempo e espaço, o emergir de gênios com a mesma aura de antigamente.

Texto adaptado. Originalmente de: Luiz Freitas Lobo

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Ser campeão da copinha é sinônimo de bons jogadores?

A resposta a pergunta do titulo é não! Ajuda, mas não é significa uma fornada de craques.

Ao assistir a Copa São Paulo de Futebol reparei que existe uma mescla de clubes com diferentes interesses. Primeiro que lembrou a Copa do Mundo da África, muita força física prevalecendo em clubes de alto escalão. Segundo que clubes surgem de um vazio inexistente, estes são os clubes de empresários, tem apenas como intuito colocar jogadores encostados para jogar e revender aos tops. Terceiro os poucos que privilegiam o bom futebol, a essência deste esporte. Lembro muito o Santos, geralmente não vence este tipo de competição, mas forma jogadores para equipe principal.

Alguns conceitos estão se invertendo. As categorias de base hoje estão servindo de laboratório para futuros treinadores. Eles não estão interessados em formar, mas sim em conquistar e alavancar uma carreira meteórica. Quem sai perdendo é o clube que precisa contratar jogadores a peso de ouro.

Nesta Copinha existe uma receita muito fácil de ser campeão, formar jogadores forte fisicamente. Um exemplo claro é o Corinthians, se não me engano o clube é octacampeão e não forma jogadores há tempos. Na equipe titular campeã brasileira de 2011 o único da base era Julio Cesar – foi campeão da Copa São Paulo em 2006.

Jogadores truculentos jogando contra franzinos é covardia, assim os grandões ganham os holofotes. Além de fechar portas ao futebol técnico, perdemos futuros craques, mas ganhamos grandes volantes “brucutus”.

“Em clube que não é sério quem escala time é empresário.” Frase que explica o futebol moderno de hoje. Ser empresário é sinônimo de “grana” no bolso, os valores nas negociações são estratosféricos. Empresário escala jogador, manda e desmanda e alguns treinadores se rendem a isto para não perder o cargo.

Com os clubes aumentando seu poder monetário tornou-se mais fácil contratar do que formar.

Quer ganhar copinha? Contrate um treinador cascudo. Quer formar jogadores? Faça um planejamento e contrate bons profissionais. Hoje os melhores estão nos times principais, o que sobre fica nas categorias de base. É um descaso com o futuro do futebol. Convenhamos que armar um time com jogadores “prontos” é mais fácil do que lapidar jovens atletas.

É comum saber de historias no futebol em que jogadores com “cunha” tenham privilégios em clubes. Nas categorias de base este assunto se acentua ainda mais. “Já vi menino que joga muita bola não ficar pra dar lugar pra alguém que tem conhecido ali dentro.” É frase constante nos corredores. Isso é a total falta de uma política de planejamento continuo. Sai gestão entra gestão tudo muda na base.

Não sou hipócrita de dizer que não existem clubes sérios, eles existem, mas hoje parecem estar em desvantagem. É por essas e outras que as discussões sobre o futebol de hoje e o passado sempre geram conflitos. Formar bons jogadores nas décadas passadas era normal, também não contávamos com o mercado europeu insaciável.

É um sonho, mas o Barcelona esta ai para encher os olhos. Praticamente o time principal é formado por jogadores das “canteras” e o clube espanhol não para de empilhar títulos. Não precisamos ir além mar, o Santos é um exemplo de como formar jogadores acima da média.

Esta entressafra que estamos vivendo, abstinência de craques, se deve ao descaso dos clubes. Antigamente o jargão “craque se faz em casa” era habitual, hoje não é bem assim.

É preciso repensar o futebol brasileiro. Trazer à tona o conceito do futebol moleque e alegre. Nossa escola é jogada, com jogadores de qualidade. Não devemos nos esquecer quem somos nem de onde viemos. 



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O dia é deles (D’Alessandro) – X

Era muito oba-oba sobre a saída de D’Alessandro do Inter. Os montantes envolvidos na negociação não mexeram com a cabeça do argentino em campo, jogou o futebol primoroso de sempre.  Desde a chegada da delegação no Beira-Rio, a torcida gritava "Fica, D'Alessandro" e também mostrava faixas e cartazes pedindo a permanência do atleta.

Ao final da partida o argentino falou sobre a manifestação da torcida e de seu futuro:

 - Para mim mexe comigo, com minha família (o carinho do torcedor). É muito emocionante, mas eu sou profissional. Tenho uma proposta muito importante para mim, para minha família. E agora vamos ver o que acontece. - falou.

- A Torcida tem de saber que sempre que D'Alessandro jogou, se doou pelo time, pelo grupo, tento fazer meu melhor. Esse jogo foi importante. - resumiu D'Alessandro. 

D’Ale não confirmou nada, mas ficou um tom de despedida em suas palavras.

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Análise tática – Inter reencontra bom futebol

Inter no 4-2-3-1 empolgou e não fez mais porque faltou perna


O Inter reencontrou o bom futebol de 2011 e o tão esperado time para 2012. Foram 45 minutos de gala, valeu pagar o preço salgado pelo ingresso. A equipe do Once Caldas não viu a cor da bola durante o primeiro tempo, colorado jogando em ritmo alucinante nos primeiros 45, mas sentiu as pernas pesadas no segundo tempo.

Se a estréia no gauchão deixou a desejar, na Libertadores deu um gostinho de time a ponto de bala – caso D’Ale fique. Já era esperada a queda física da primeira para segunda etapa e assim foi. O Inter entrou em campo para resolver o jogo em 25 minutos, conseguiu o placar mínimo e não levou gols. Agora é tudo em Manizales, altitude assusta, mas o colorado ganha mais semana para se preparar.

Dorival não abdica do 4-2-3-1. Desta vez empolgou devida atitude do time em campo. Jogadores entraram no espírito Libertadores e não deixaram a equipe adversária respirar. Equipe estudou o adversário e sempre atacava com cautela, nada de afobação, o Inter é um time que se adequou a jogar uma competição sul-americana.

Durante metade do primeiro tempo o time jogou adiantado e marcando até o tiro de meta. Damião, Dagoberto e D’Alessandro jogaram marcando saída de bola pressionando o adversário para forçá-lo ao chutão. Oscar era quem recuava para se alinhar com os dois volantes e ajudar na marcação.

Posicionamento defensivo quando time estava atacando se dava com dois zagueiros jogando em faixa intermediaria do campo. Indio jogava mais a frente para ser o primeiro a dar o bote. Rodrigo Moledo ficava na sobra, garantindo que nenhuma surpresa fosse acontecer. Um dos laterais guardava posição para o outro apoiar. Com Guiñazu guardando posição e Bolatti mais solto para ir a frente e ser elemento surpresa.

Posicionamento ofensivo era sempre com os quatro homens de frente: D’Alessandro organizando ao centro e flutuando para se aproximar dos wingers. Dagoberto e Oscar infiltrando e abrindo corredor para passagem dos laterais. Cruzamentos para área sempre encontrava Damião e pelo menos mais um meia que entrava na área. Porém o Inter preferiu tocar a bola e encontrar espaços as costas da defesa adversária. Meias se aproximavam para em passes curtos e tabelas envolventes. Movimentação dos meias confundiam marcação, pois não tinham posição fixa assim os lances fluíam no setor de criação. Lançamentos procuravam Damião para finalização.

Transição ofensiva era com bola no chão, procurando o companheiro mais próximo, valorizando a posse de bola com toques rápidos e velocidade na transição. Sempre com um dos laterais no apoio. Em raras exceções a ligação direta foi utilizada, sempre procurando os flancos e as costas dos defensores. D’Alessandro era o maestro, regeu a equipe como clássico camisa 10, voltou para armar, se movimentou e ainda lançou Damião para o gol. Assumiu a responsabilidade, foi capitão e jogou com cabeça no INTER. No pós partida seus dizeres deixaram a entender que esta foi sua despedida do Beira Rio, aliás, esplendorosa.

Sem bola o time se postava agressivo na marcação. Compactado com linhas próximas para não deixar buracos entre setores de ataque-meio-defesa. Logo que a bola era perdida os jogadores de frente marcaram e cercaram para prejudicar a saída de bola. Caso conseguissem passar para segunda linha de meio campo, Oscar era solidário a marcação e ajudava a combater no meio campo. Zagueiros sempre cobriam o lateral apoiador, recomposição dos laterais era rápida, pois dificilmente os laterais iam à linha de fundo, mas estavam sempre presente na troca de passes. Guiñazu era um típico ladrão de bolas, surpreende o adversário antecipando o desarme.

Se o primeiro tempo foi primoroso o segundo deixou e muito a desejar. Fisicamente o time decaiu monstruosamente. As movimentações dos meias sumiram, o time se postou mais estático e jogando na ligação direta para os homens de ataque.

Com o Inter cansado em campo, o Once Caldas cresceu. Ainda no primeiro tempo Once mexeu e foi  no 3-4-3 o time priorizou o ataque pelos flancos com Cuero e Pajoy. Os cruzamentos não levavam perigo algum, pois havia apenas um homem na área.

Dorival tentou dar mais fôlego a equipe com Marcos Aurélio no lugar de Dagoberto. Estréia do baixinho no Beira Rio, foi decadente. É um pecado, mas Marcos Aurélio errou tudo que tentou fazer, desde passes a dribles.

Para resumir o segundo tempo. O Inter cozinhou o jogo em banho Maria. Lembrou o velho Inter de uns tempos atrás que tocava a bola sem audácia alguma. A vagareza lembrou um elefante, saindo de trás o time era previsível. Mas tudo isto compreensível, pois a equipe deu todo gás no primeiro tempo.

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As faces do Grêmio de Caio Junior


Foram apenas dois jogos pela gauchão, mas Caio Junior já demonstra usar o estadual como um laboratório para então firmar o melhor Grêmio. Em 180 minutos jogados com o time principal Caio já usou quatro esquemas – 4-4-2 em duas linhas; 4-2-3-1; 4-4-2 losango; 3-5-2. Todos com a mesma filosofia de jogo, este ultimo partiu da criatividade do treinador, soube ler a partida e aplicar o que a equipe carecia.

A filosofia e estilo de jogo se mantêm independente do esquema adotado, Caio sempre enfatizou a importância da velocidade. Na estréia o time dominou, mas não faz gol. Para segunda partida o esquema adotado foi o 4-4-2 losango e as principais virtudes vistas na estréia foram perdidas. Imediatamente o treinador mudou e conseguiu sua primeira vitoria na competição e com bom desempenho.

O time sempre priorizou a posse de bola, girava até encontrar espaços. Laterais fazem passagens, meias se aproximam dos homens de ataque e um dos atacantes recuam para quebrar marcação e artiulcar. O time sempre jogando compactado e com linhas adiantadas, volantes sendo opções de passe, mas deixando espaço as suas costas.

Transição ofensiva é com passe curto, aproximação e passagem de um dos laterais. Atacando sempre com 5 homens. Defensivamente a transição dependia da velocidade de recomposição do lateral e volantes.

Em ambos os jogos a bola aérea comprometeu o jogo. Problema de 2011 volta com força.

4-4-2 em duas linhas

4-4-2 estilo inglês

A primeira e mais esperada partida dos últimos anos, Kleber estreando e esquema que prometia ser uma revolução no futebol brasileiro, logo caiu por terra. O primeiro esquema foi o 4-4-2 em duas linhas que se assemelha ao Manchester City, com dois volantes bem centralizados com atribuições ofensivas - Fernando e Léo Gago organizam e concluem. Dois meias abertos pelos lados - Douglas sai da direita para o centro, onde organiza as jogadas, Marco Antonio faz parceria com  lateral - e dois atacantes procurando espaço para as infiltrações. Ofensivamente com muitos homens, mas pouca penetração e finalização. Defensivamente o cobertor curto era evidente, quando atacava deixava a defesa exposta a contra-ataques.

4-2-3-1

4-2-3-1 não empolgou, pois além do cansaço físico lembrou o Grêmio de Celso Roth.

No intervalo Caio logo mudou. Partiu para o 4-2-3-1, esquema utilizado por Celso Roth no ano passado. Dentre os esquemas adotados este foi que mais prejudicou a equipe, tratou-se de uma resposta defensiva ao adversário. O time não correspondeu, Leandro e Marco Antonio distanciaram ainda mais de Kléber e Douglas apagou do primeiro para o segundo tempo. Como o treinador havia citado o ritmo da equipe caiu, as pernas pesadas tornaram-se ainda mais. Equipe não conseguiu transformar superioridade numérica em gols, sofreu para criar situações e ainda sofreu gol em contra-ataque.

4-4-2 losango

Esquema adotado para equilibrar o time, e melhor acomodar os jogadores em suas respectivas funções.

Segunda partida e terceiro esquema. 4-4-2 losango desta vez, semelhante ao de Renato Gaucho nos anos de 2010 e 2011. Caio havia citado que o tricolor perderia velocidade, mas priorizaria Marco Antonio e Douglas que enfim jogariam nas suas posições. Permitam-me o termo, mas o time foi broxante. O passe envolvente e Douglas – que jogou bem primeiro jogo – sumiram. Era sim outro Grêmio em campo, este priorizava a ligação direta e se acomodou com o resultado cedo. Quando e em raras exceções o time jogava como no primeiro jogo, com volantes apoiando e aproximando as linhas, compactação sem deixar espaços à equipe adversária. Fernando foi o primeiro volante e passador da equipe, por ele passavam os primeiros passes, por vezes centralizou de mais e ainda cadenciou quando era necessário acelerar. Esquema ainda variou para um torto 4-3-2-1 arvore de natal, usado na Itália, Kléber era quem recuava e alinhava-se a Douglas.

3-5-2

Inovador o 3-5-2 não era esperado, mas pode se tornar o esquema do ano. 

Novamente Caio Junior mudou a equipe no intervalo. Atitude que remete o treinador a assumir seus erros e logo tentar reverte-los. Adotado o 3-5-2 com entrada de Gabriel na ala direita. Outro time em campo, com a então velocidade prometida por Caio. Saída de bola era variada com laterais que logo aceleravam procurando Douglas ao centro. Zagueiros atuavam abertos e Saimon como libero. Léo Gago era volante com maior liberdade e Fernando mais preso a marcação, mas com liberdade de adiantar-se, compactar o time e pegar o rebote ofensivo. Esquema este que deu sobrevida a Douglas, Gabriel voltou a brilhar com jogadas individuais de linha de fundo e infiltrando na área. Julio Cesar manteve boa atuação. Curiosamente os dois alas estavam sempre apoiando e servindo de opção ao companheiro. Defensivamente o time se postou bem e não deixou os buracos de outros “carnavais”, zagueiros jogando adiantados e com Fernando a sua frente, um losango defensivo.

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Estadual engana bobo?


Todo ano é a mesma ladainha. Clubes alegam que os estaduais estão “comendo” o período de preparação. O discurso já é decorado de ano para ano: “é preciso rever o calendário brasileiro”. Pré-temporada curta se tornou habitual. Mas o que fazem para mudar esta situação? Ninguém possui coragem para botar o dedo na ferida? Só com palavras jogadas ao vento "tudo continua as mil maravilhas".

De certa maneira estão com razão, pois uma “preparação” em torno de 15 dias não prepara ninguém para uma temporada de 10 meses. Com está falsa pré-temporada acaba que sobrando para todos envolvidos com o futebol. Treinador que vive de resultado, jogador que pode acabar se lesionando, dirigente que depende de seus contratados, enfim é desumano.

O que ainda torna o estadual sustentável é a “desculpa” de que clubes do interior dependem da receita de partidas contra os grandes. Mesmo que estando em seus estádios a torcida adversária esteja em maior numero. Ora alguns clubes abrem as portas apenas para quatro meses, abrigam jogadores de empresários e após fecham esperando o próximo ano. Não possuem categorias de base e tão pouco planejamento.

Campeonato estadual é o mais previsível dos campeonatos do mundo, talvez o espanhol se equipare a eles, pois as previsões sempre se tornam realidade. Os favoritos brigam pela taça, os demais por migalhas.

Sem contar que os preços de ingressos não condizem com o espetáculo oferecido. Quando contra equipes de alto escalão, o valor se torna exorbitante. 

Toda regra tem sua exceção. Sim! Há clubes engajados para mudar este pré-julgamento. Possuem calendário completo, quadro social, planejamento para categorias de base e por fim garimpam jogadores pelo Brasil - mas sofrem com tentação dos grandes a seus ainda craques-embriões. Enfim, tudo como manda o figurino.

Perder o estadual se torna um carma, pois se perdeu um mísero estadual o que se esperar no Brasileiro? Porém a o outro lado da moeda. Se vencer o “cafezinho” não se torna mais que sua obrigação. Cuidado para não se deixar levar por esta conquista, a exigência estadual não é parâmetro diante da nacional.

Partilho da premissa que estadual deve ser um laboratório, não mais que isso. Serve para dar experiência aos jovens que estão subindo da base, adaptar os recém chegados e ritmo a equipe. Por vezes atrapalham competições de maior interesse, o conflito se torna inevitável e diminuem o tempo de recuperação entre uma partida e outra.

Uma solução? Reformular. Fazer com que os clubes de maior expressão ingressem mais adiante na competição.

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Márcio, o azarado

Márcio foi revelado no São Paulo Futebol Clube, sem chances foi cedido ao Paulista. No clube foi Vice Campeão Paulista em 2004. Tornou-se um dos destaques do time e logo chamou atenção dos grandes do Brasil. Márcio, foi vendido ao Grêmio, é quando sua carreira “vitoriosa” se inicia.

Tinha fama de ser “firulento” de baixo dos paus. Suas defesas sempre tinham um ar de “milagre”, pois qualquer chute se tornava em uma defesa difícil e cinematográfica. Seu apelido não ficou por menos, Márcio Voador ou Kamikaze. Cada bola aérea vinha seguida de um flash.

Goleiro Márcio fazendo defesa no treino
Todo jogador sonha em conquistar títulos, mas perece que Mario segue o caminho contrario. A seguir os clubes por onde passou e sua sina de rebaixamentos. 

Grêmio em 2004: REBAIXADO PARA SÉRIE B DO BRASILEIRÃO

Paysandu em 2005: REBAIXADO PARA SÉRIE B DO BRASILEIRÃO

Paysandu em 2006: REBAIXADO PARA SÉRIE C DO BRASILEIRÃO

Ituano em 2007: REBAIXADO PARA SÉRIE C DO BRASILEIRÃO

Prudente/Barueri em 2010: REBAIXADO PARA SÉRIE B DO BRASILEIRÃO

Prudente em 2011: REBAIXADO PARA SÉRIE B DO PAULISTÃO

Atlético/PR em 2011: REBAIXADO PARA SÉRIE B DO BRASILEIRÃO

O campeonato paulista começou, o goleiro assinou contrato com o Botafogo/SP e adivinha? O CLUBE JÁ ESTÁ NA ZONA DE REBAIXAMENTO. O futuro do clube não será novidade para ninguém caso seja rebaixado.

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Pintou crise no Real? Mourinho que se cuide

Segundo o jornal Marca da Espanha o clima não anda dos melhores em Madrid. José Mourinho um dos treinadores mais badalados no momento começa a ser questionado, curiosamente não pelos críticos, mas sim internamente por seus jogadores. Mourinho possui autoconfiança elevada e confia no seu potencial, quando defronta o Barcelona tudo muda, retranca contra Messi e Cia, típico de time do interior que se apequena contra o grande.

Recentemente a série de derrotas frente ao Barcelona não tem agradado aos jogadores, um possível clima de contradições estaria rachando o vestiário merengue.

Seria o inicio de uma crise no Real? Tenho certeza que Mourinho irá sair caso não se sinta à-vontade com o grupo de jogadores. Muito se deve desta suposta crise a um elefante azul e grená que insiste em ficar como pedra em sapato. Curiosamente o problema é extracampo, pois dentro das quatro linhas o time sabe resolver.

Mourinho que não deixa o olho da gateada pretear, pois nunca mais ira tomar as rédeas to time.

Não que o jornal Marca não tenha credibilidade, mas devemos desconfiar destas informações. Porém vale o antigo ditado, “onde há fumaça há fogo”

Mourinho (dirigindo-se a Sergio Ramos na presença de todo o elenco e comissão técnica): "Você me matou na zona mista".
Sergio Ramos: "Não 'mister'. Você só leu o que a imprensa noticiou, e não tudo aquilo que dissemos".

Mourinho: "Claro que como os espanhóis foram campeões do Mundo, os seus amigos da imprensa os protegem... Como acontece com o goleiro (referindo-se a Iker Casillas, que está a 30 metros do local da conversa, exercitando-se com os outros goleiros).

Casillas grita de onde está: "'Mister', aqui as coisas se dizem cara a cara, não?"

Mourinho:
 "Onde você estava no primeiro gol, Sergio?"


Sergio Ramos:
 "Marcando Piqué".

Mourinho: "Mas tinha que marcar o Puyol".

Sergio Ramos: "Sim, mas estava de costas para o Piqué e decidimos mudar as marcações".

Mourinho: "Agora você é treinador?"

Sergio Ramos: "Não, mas dependendo da situação de jogo às vezes temos que mudar a marcação. Como você nunca jogou futebol não sabe que às vezes estas situações ocorrem".

No texto da reportagem, o "Marca" revelou ainda que outros titulares reclamaram com Mourinho sobre a política do treinador de proibir entrevistas dos atletas. Ao dizer que ele é quem teria que encarar os jornalistas após o jogo contra o Bilbao na coletiva, um jogador levantou a voz:

- Claro, 'mister', é você que não nos deixa falar. Nem dar exclusivas e nem coletivas.

Um atleta espanhol também reclamou do tratamento diferenciado que Mourinho dá a alguns jogadores. E dois casos foram citados: o técnico criticou Casillas por ter pedido desculpas a Xavi após uma confusão em um dos clássicos entre Real e Barça, mas autorizou Pepe a gravar um vídeo se desculpando do pisão que deu na mão de Messi na última quarta. As informações são do Globoesporte.

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Análise tática – Estréias da dupla GRENAL


Os clubes ainda irão se reforçar. As engrenagens ainda precisam de graxa para entrar no ritmo. A muita poeira para tirar, os músculos ainda estão de ressaca por uma pré-temporada voltada a esforços físicos, mas já é de conhecimento geral. O campeonato gaúcho começa para os gigantes da capital, a dupla GRENAL estréia o ano de 2012 repletos de sonho a serem almejados.

Os Juniors começaram o ano, sorte para Dorival que estreou com pé direito. O Inter jogou quarta feira, jogo adiantado pela quarta rodada. O Grêmio jogou nesta noite de sábado. O time de Dorival para muitos não encantou, mas cumpriu sua obrigação que é vencer. Caio botou em pratica seu discurso, mas perdeu jogando em casa.

Inter

Inter no 4-2-3-1 de praxe.

Dorival manteve o sistema tático de 2011. O esquema mais utilizado do ano no Brasil, foi o 4-2-3-1 e parece que pode seguir em 2012. No Inter com um acréscimo e duas perdas. Dagoberto estreou, mas não teve prestação que todos esperavam. Tinga lesionado não pode jogar, no se lugar Josimar foi titular. D’Alessandro lesionado ficou fora da partida, talvez nem fique no Inter, caso for vendido para China. O jogo contra o Novo Hamburgo não foi empolgante, jogadores sentiram a estréia, a perna pesou no primeiro jogo da temporada.

O primeiro Inter da temporada foi um caso a parte. O time até pode ser este, mas com toda certeza o futebol demonstrado será outro. As rédeas da partida foram do Nóia, o colorado especulava o contra-ataque na velocidade de Oscar.

Posicionamento dos zagueiros não comprometeu, Rodrigo Moledo demonstrou velocidade e bom posicionamento. Índio mesmo com idade avançada fez o feijão com arroz bem feito. Laterais apoiavam alternadamente. Kléber sempre “topoava” com Dagoberto quanto subia ao apoio, assim complicando sua ida ao fundo.Nei preso, pois o lateral esquerdo do NH jogava as suas costas. Quando Nei apoiava, Josimar era quem fazia sua cobertura, por vezes não conseguiu e por ali o Novo Hamburgo explorou seu ataque. Guiñazu cobria o lado esquerdo onde não teve maiores problemas, até porque pouco foi acionado o lado direito adversário. O tripé ofensivo da meia cancha era de Oscar aberto na direita, João Paulo no centro e Dagoberto a esquerda, esperava-se mais do quase trio de ouro. No ataque Leandro Damião jogou centralizado e isolado dos demais companheiros.

Transição ofensiva um tanto quanto confusa ou talvez se aproveitando dos momentos da partida. Por ora no contra-ataque jogando as costas dos laterais com lançamentos, ora tentando organizar o jogo nos passes curtos. Pouco se viu de passagem dos laterais, aproximação dos meias foi o diferencial para os movimentos ofensivos.

Ofensivamente o Inter sofre sem D’Alessandro, João Paulo não conseguiu ser o meia cerebral que a equipe carecia. Tentou se movimentar e sincronizar os movimentos de ataque, mas parece não ser sua praia. Marcação adversária encaixou sobre os três meias colorados. Dagoberto não conseguiu fugir e pouco apareceu. Oscar foi quem mais se destacou, procurou o meio, recuou para dar sintonia aos ataques, assumiu o comando do time e de quebra fez o gol da vitoria.

Laterais não chegavam à linha de fundo devido aos wingers ocupar mesma posição. Os cruzamentos pegavam os defensores adversários de frente, assim facilitando ao afastar as bolas. Faltou os wingers infiltrarem para abrir corredor aos laterais, ou era de instrução que laterais ficassem mais presos para não serem pegos de surpresa.

O centroavante mais badalado do ano de 2011, Leandro Damião, não teve o parceiro que tanto era almejado pela torcida. Ficou a mercê de bola rebatidas na área. Perante os zagueiros não conseguiu livrar-se da marcação. Esperava-se que o esquema fosse outro para beneficiar o ataque, mas o 4-2-3-1 se manteve e os problemas também.

Defensivamente o Inter não demonstrou problemas. Recomposição do time era rápida e não deixava “buracos” no campo. Oferecia a posse de bola ao adversário, mas sabia controlá-lo. Apesar de não comprometer, Josimar não mostrou o porquê de ser titular, Bolatti em pouco tempo de jogo merece a vaga. Marcando em seu campo e priorizando a recuperação de bola, lançamentos procurando os companheiros mais adiantados e pegar o adversário no contrapé, assim foi o primeiro Inter.

Grêmio

4-4-2 a lá Mancheter City pode surpreender

Um dos times mais esperados do Brasil. Contratou muito, e bem. Os discursos de Caio Junior empolgavam a todos, suas teorias de futebol moderno pareciam utópicas. O 4-4-2 a lá Manchester City não poderia ser real, mas se viu um Grêmio que pode estar revolucionando o futebol brasileiro.

Mesmo com derrota a tentativa de futebol atraente de Caio Junior não deve cair por terra. Chutar o balde na primeira partida após pré-temporada seria um equivoco. As “desculpas” de estar voltando de uma pré-temporada voltada para parte física, são compreensíveis, mas era obrigação vencer.

Inspirado nos times europeus Caio Junior distribui o Grêmio no 4-4-2 com dois volantes bem centralizados com atribuições ofensivas - Fernando e Léo Gago organizam e concluem. Dois meias abertos pelos lados - Douglas sai da direita para o centro, onde organiza as jogadas, Marco Antonio faz parceria com  lateral - e dois atacantes procurando espaço para as infiltrações. 

É de conhecimento geral que o futebol brasileiro atua no 4-4-2 em quadrado, meias atuando próximos e centralizados, volantes restritos a marcação e cobertura. Está a escola brasileira. Com Caio Junior tudo mudou, o 4-4-2 em duas linhas estilo europeu pode funcionar? Só o tempo dirá.

Estréia preocupante. Contra um adversário fraco o tricolor deixou espaços. Sorte que era contra o glorioso Lajeadense, caso contrario o estrago poderia ser maior.

Com bola o time foi tudo que Caio falou, laterais apoiando por vezes simultaneamente. Volantes com posicionamento ofensivo para pegar o rebota ofensivo e servir de opção e finalizando a media e longa distancia. Meias abertos nos flancos com infiltrações para passagem dos laterais. Kléber recuando para quebrar marcação adversária e receber vindo de trás. Mas só faltou concluir em gol, durante toda partida não criaram grandes chances de gol. Muito volume, passes laterais, inversões e nada de finalização de dentro da área.

A transição é de maneira cautelosa. Passes curtos lateralizados procurando os laterais, ou, volantes. Estes cadenciam o jogo para abrir espaços e ligar os meias. Curiosamente os dois homens de criação não vêm de encontro da bola, mas sim esperam para receber. Com os homens de criação acionados o jogo engrena. Douglas seria David Silva do Grêmio, infiltra para articular, esbanjou de lançamentos e Mario faz passagem procurando o fundo. Marco Antonio ficou aquém dos demais. Julio Cesar e Léo Gago salvaram o lado esquerdo, o primeiro com cruzamentos e o segundo com chutes de fora da área. Kléber se movimentou, driblou e procurou o jogo, mas só no primeiro tempo. Miralles parecia estar em outra partida, totalmente desligado e fora do jogo.

Quando a bola é perdida a transição defensiva é um pavor. Os buracos deixados pelos laterais que chegaram a apoiar simultaneamente e volantes que se apresentam para o jogo possuem dimensões estratosféricas. Normalmente quando um lateral apoiava o outro guardava posição, Mario ficava como um terceiro zagueiro. Acentua-se ainda mais com os dois zagueiros jogando mais a frente, mas normal em relação à compactação do time. Douglas Grolli foi o zagueiro da sobra e por muitas vezes ficou no mano-a-mano, venceu todas contra o ataque adversário. Os zagueiros faziam a cobertura dos laterais, Grolli foi superior a Saimon neste quesito. A tentativa de brecar o contra-ataque é com os jogadores de ataque logo bloquear a saída de bola, se viu muito na partida. Douglas só no primeiro tempo desarmou quatro vezes.

Os gols saíram em erros individuais. O primeiro em um escanteio cavado no contra-ataque e gol de um volante. O segundo por Kléber errar passe e pegar a zaga desprevenida, Mario estava no ataque com Saimon fazendo cobertura e Grolli ficou sobrecarregado tendo de marcar dois.

Ainda no primeiro tempo o tricolor variou para o 4-2-2-2 com Marco Antonio na direita e Douglas centralizado, então na sua praia articulando e flutuando pelo campo. Naturalmente M.Antonio recompôs meio campo mais que Douglas. Tricolor dominou, mas não criou chances de gol a bola gira muito, porém não entrava na área. Algo que foi essencial era a presença de três ou mais jogadores na área, dois atacantes mais um dos meias ou dois, com volantes pegando o rebote.
  

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Cacalo detona Presidente Odone no sala


Parecia um bom ano para o presidente Odone, mas as criticas a Luiz Carlos Silveira Martins ou “Cacalo” não passaram em branco. Quando tudo está calmo sempre conseguem botar fogo no circo. 

Discussão acirrada entre o ex-presidente Cacalo e o atual presidente Paulo Odone, foram insultos jogados no ventilador. O atual presidente participou do programa “Ganhando o Jogo” da Rádio Guaíba. Falando sobra à faixa “fora Odone” lembrou dos muros pichados com “fora Koff” às vésperas do Grêmio ser campeão do mundo e brincou:

- O Pelaipe diz que ele não pichou, só comprou a tinta. Quem pichou foi o Cacalo – Disse o Presidente.

A brincadeira não passou em vão. Cacalo respondeu acintosamente no programa sala de redação em que participa representando a nação tricolor.

O ex-presidente ateou fogo na fogueira com lenha banhada em gasolina. Devolvendo "gentilezas" Cacalo disparou contra o atual presidente. Manifestou-se e contou a sua versão da historia. Logo a baixo confira os dizeres.

Logo na declaração Luiz Carlos Silveira Martins desmente o presidente.

- O presidente Odone do alto da sua prepotência e pavonice teria declarado na radio guaiba que fui eu quem pichou os muros anos atrás “fora Koff”, primeiro que é uma afirmação mentirosa e segunda que ele atribui a terceiros – Começou Cacalo

Cacalo disse que Odone interpretou errada a “mensagem” da faixa.

- Houve um equivoco no direcionamento, o objetivo da pichação não era para Fabio Koff, ele não sairia e não saiu – revelou

O ex-presidente rotulou o atual de perdedor na época.

- Paulo Odone perdeu tudo, foi o único vice-presidente que com o Fabio Koff perdeu tudo. Na época nos queríamos afastar o perdedor Paulo Odone, e isso na brincadeira nós conseguimos – em tom irônico

A reviravolta de Paulo Odone, deixando de ser um perdedor e se tornando campeão.

- Até que em 1987 Paulo Odone voltou e conquistou uma copa do Brasil. Ele deixou de ser perdedor, mas naquela época ele era um emérito perdedor, e nos queríamos afastar aquele perdedor dos destinos do Grêmio e tínhamos razão – disparou.

Aliviado ele atribuiu que o Grêmio só conseguiu ser grande após a saída de Paulo Odone.

- Quando ele saiu o Grêmio ganhou tudo. Libertadores, Mundial. Ele conseguiu perder o brasileiro dentro do olímpico e vem dizer que eu pichei muro – enfatiza.

Em tom sério Cacalo faz revelações entre Odone e Pelaipe.

- Ele só gosta de fazer grosserias quando não precisa das pessoas. Quando ele precisa das pessoas ele não faz este tipo de grosseria. Porque há poucos dias em uma janta na casa de Ricardo Vontobel ele declarou: “Enquanto eu for presidente do Grêmio o Pelaipe não bota os pés aqui dentro.” Ele não precisava do Pelaipe, mas ele detonou o Vicente e trouxe o Pelaipe de volta. – revela a rusga entre Odone e Pelaipe.

Em clima de UFC, Cacalo termina o seu discurso.

- Ele que não venha fazer o engraçadinho, fazer piadinha em cima de mim porque eu sempre o respeitei e ele precisa aprender a respeitar também. Naquela época ele era um emérito perdedor e no Grêmio não tem lugar para perdedor – finaliza.

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Investidores e os petrodólares. Manchester City errou para acertar


Alguns resumem o futebol se tratando de dinheiro, outros de paixão. Mas lhes faço uma pergunta, de que adianta dinheiro se não é bem investido? Não precisamos ir muito longe para provar. No Brasil os clubes cariocas estão emaranhados em dividas, possuem verbas, mas não a competência em administrá-lo.

Prefiro me reter em exemplos além mares. Os blues, Chelsea, foi um clube comprado por Roman Abramovich, bilionário russo que investe em futebol. Os primeiros anos não foram recheados com títulos, o caminho das pedras ainda não era conhecido. Más contratações, treinadores assumindo equivocadamente o posto e outros problemas são normais. Mas assim como todo investimento esperasse um retorno imediato, coisa que no futebol não é bem assim.

Hoje o Chelsea é um clube consolidado. Possui um time base, plantel definido e faz contratações pontuais. Já não é mais um caminhão de jogadores por temporada. Mas o caminhão de dinheiro continua o mesmo.

Cifras intermináveis impressionam a qualquer um. É um poço sem fundo, uma conta bancaria nas ilhas Cayman. Torna-se fácil impressionar um atleta com o montante prometido. A pressão por resultados sempre se torna insustentável, a troca de treinador e contratações equivocada é iminente.

É claro que com dinheiro tudo se torna mais fácil, mas a chance de erro é maior se não souber como e onde aplicar. Montar um time do zero, com investimentos milionários, contratações estrelares é missão impossível. Existe um período de transição, geralmente leva em torno de dois anos. Tempo suficiente para montar um time base e só assim começar a colher os frutos do trabalho duro.

Este é o elo principal do sucesso e o fracasso. O período de TRANSIÇÃO de um clube que irá passar de mediano a gigante em proporção internacional. Se bem feito terá tudo para dar certo, alguns anos e quando acham que o clube se tornou um leão adormecido ele acorda sedento por títulos.

Hoje quem encanta é o Manchester City. Clube adquirido por Mansur bin Zayed Al Nahyan, xaque árabe. O clube em poucos anos se tornou quem mais investiu na Europa. Desde 2008, o Manchester City já gastou mais de 600 milhões de libras (R$ 1,68 bilhão) para construir um time repleto e estrelas.

Ao longo de quase quatro anos ao Citizens erraram, e muito. Contratações como os sul-americanos: Jô, Roque Santacruz, Sylvinho, Robinho não emplacaram. Outros grandes nomes chegaram e não se adaptaram a exemplo de: Adebayor, Tevez.

Após ressaca o sol brilhou com força em Manchester. Nomes como: Mica Richards, Yaya Touré, Nasri, David Silva, Aguero, Dzeko e Balotelli; Elevaram o City a outro patamar no futebol mundial.

Os petrodólares não são um problema, o dinheiro não dá em arvore, mas parece. Os resultados e taças no armário precisam chegar. O futebol demonstrado em campo é empolgante. Parece ser o ano do City com reforços pontuais o time esta tomando prumo.

Porém a galinha dos ovos de ouro não pode morrer. Exemplos existem aos bocados. Parma e Parmalat pareciam perdurar para o resto da vida, e hoje serve de exemplo que um clube não pode ficar a mercê de um investidor. No Brasil Palmeiras e Juventude sentiram a separação da grande multinacional Italiana. A fonte não pode secar.

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Novo camisa 10 colorado vai viver a sombra de D'Ale?


Ainda não é dada como certa, mas a transação de D’Alessandro para o futebol Chinês possui uma alta chance de ser concretizada. Está tudo certo entre D’Alessandro e Shanghai Shenhua, o salário seria triplicado e se aproximando de um milhão ao mês. O maior “problema” é entre os clubes. A primeira proposta cerca de US$ 7 milhões, mas foi rechaçada pela direção. O clube gaúcho definiu o valor em cerca de US$10 milhões, já que possui apenas 50% do atleta (Os 50% restantes pertencem do grupo Sonda).

Antes de a negociação se concretizar, Fernandão já viajou a Europa. A viajem do diretor de futebol só possui uma explicação, procurar um novo camisa 10. A lista de candidatos é imensa, nomes circulando pela imprensa convencem o torcedor. Mas um problema é visto no horizonte. D’Alessandro foi vencedor no Inter, se tornou um dos grandes jogadores da historia do clube, ergueu taças importantes e encantava em clássicos GRENAL.

O próximo camisa 10 do colorado vem para ser titular, se não bastasse isto também terá de no mínimo se igualar a D’Alessandro. O torcedor se acostumou com títulos e para tal um maestro é necessário.

Nomes como Pablo Aimar, Lucho Gonzales, Pablo Barrientos, Datolo, Philippe Coutinho foram especulados, e são de grande valia. Porém todos sofrerão a pressão de desembarcar no Aeroporto Salgado Filho e serem comparados a El Cabezon. É normal ao sair um jogador o seu substituto ser comparado a ele. Mas não teria de ser assim, o peso para o sucesso se torna constante e prejudica o atleta.

Se for gringo terá uma vantagem, pois o torcedor gaúcho possui uma afinidade e o atual cenário brasileiro é propicio para sul-americanos. Mas a adaptação em terra tupiniquim não é fácil, por vezes é lenta e com atribulações.

Quem será o novo camisa 10 colorado?
E se o novo camisa 10 estrear abaixo do nível D’Ale? Críticos, torcida cairão em cima da direção por errar ao vender o gringo. Viverá a sombra de D’Ale, pois além de bom jogador era e é adorado pela torcida. É uma moeda de dois lados, 50% de chance para ambos os lados.

Algo parecido acontece com Wilson Mathias ao ser considerado “espetacular” por Fernando Carvalho. O jogador viveu a sombra de sua alcunha e nunca confirmou. Talvez Mathias fosse um volante “espetacular” em padrões mexicanos, ou Carvalho se pronunciou erroneamente.

Já nas bastasse ás excessivas cobranças para que sua exibição compense seu salário, ou o valor de sua contratação, este terá de fazer com que a torcida esqueça o futebol de D’Alessandro.

Não existe jogador clone, alguns se assemelham, mas na essência algo se difere.  As comparações são inevitáveis, mas seria melhor se não houvesse.

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