Archive for Março 2012

Futebol, um dos espelhos da sociedade brasileira.

O futebol é apenas um dos espelhos de nossa sociedade. Este mais ligado ao povo, com mais associações e presente em diversas situações de nosso cotidiano.


O futebol é um grande espelho da sociedade; tem todas as diferenças que nela existem. Mas é a única coisa que une o país, além da língua.


~ Ugo Giorgetti

Se traçarmos um paralelo entre futebol e sociedade brasileira, notaremos que existem conceitos e metodologias semelhantes. O futebol acompanha a situação do nosso país, em certos clubes e regiões, ainda não se vê a sonhada democracia. Futebol e país, ambos se entrelaçam, pois é a paixão do povo. Como diria o ditado, “Brasil, ame-o ou deixe-o”.

Por vezes, ou seguidamente, o futebol supera os interesses que realmente seriam importantes em relação ao nosso país. É comum ver protestos às diretorias ou jogadores, mas – atualmente – ver o povo brasileiro saindo para as ruas é algo difícil, para não dizer impossível.

Um exemplo claro de relação é as categorias de base, em relação às escolas fundamentais. Professores por vezes com formação inadequada – crítica ao formador e não ao formando -, consequentemente quem sai perdendo é o aluno. No futebol, existem gargalos na formação de jogadores, o arcaico modelo de “ensinar” futebol, o mercado fechado a novas gerações, bairrismo em relação à cultura estrangeira, enfim... Acredito que ambos apenas seguem um planejamento pré-estabelecido, os que tentam ser criativos e fogem a regra, logo são “caçados”.

As escolas se baseiam na teoria de aprendizagem por imitação e formação de hábitos, enfase na repetição, na instrução programada, para que o aluno - atleta- forme hábitos.

Outra relação que é possível gira em torno dos melhores estarem no topo. Discordo. Não sabe se o “top” seria melhor se lidasse com as categorias de formação. Atualmente os treinadores pegam “pepinos” e precisam encontrar uma maneira rápida de soluciona-los. Agora imaginem, se bons profissionais trabalhassem nas categorias de base, consequentemente a chance de formar bons atletas seria maior. Os professores de mesma maneira. Nas escolas a sua criatividade é contida, passa a ser apenas repassador de informação.

O PROFESSOR não deve ser um facilitador, ele precisa ser um DESAFIADOR do aluno. Ele precisa fazer com que o aluno perceba que ele necessita aprender cada vez mais, ou como dizia Sócrates, perceber que ‘só sei que nada sei’, para que este aluno entenda que o conhecimento é construído em uma aprendizagem constante.

O futebol como religião é uma alternativa à necessidade humana de crer, de promover a sagração de uma entidade, ocupando o vazio espiritual do mundo contemporâneo. Os jogadores são ídolos e os uniformes, seus mantos sagrados.

O povo e o torcedor, sim, apenas um ser, mas que se torna outra pessoa ao por o pé no estádio. Seguidamente ludibriados por políticos, em esfera publica e clubística. Atire a primeira pedra quem nunca foi enganado por lindas e promissoras promessas. No âmbito do futebol, entra e sai presidente e a promessa por títulos segue a mesma. No âmbito governamental, a promessa por igualdade social, melhor qualidade de vida, oportunidade de emprego segue a mesma a cada quatro anos.


O que falar nas “ditaduras” em clubes e estados de menor expressão? A compra de voto, ou fraude em eleições é algo “normal” e aceitável – não de maneira geral. Esta “ditadura” esteve diante de nossos olhos na CBF, com o senhorio Ricardo Teixeira. Em clubes? Eurico Miranda no Vasco da Gama.

Corrupção? Presente em todos âmbitos que se possa imaginar, desde o publico ao privado. Muitos crêem que ela esta se tornando cultura brasileira. Para mudar este paradigma devemos investir nas gerações futuras - não que as de hoje estejam perdidas. O caos não se restringe ao Brasil, na perfeita Europa existe corruptos iguais ou piores. Em seguida irei descrever o caráter e sua importância, é nisto que acredito para mudar nosso atual momento.

Faço das palavras de meu amigo Wagner Prado as minhas:


Corrupção é cultura de uma parcela, não do nosso país... O brasileiro é povo trabalhador! "Eu acredito é na rapaziada..."

O atual cenário financeiro de nosso país embeleza o nosso futebol. Recontratamos craques – por vezes esculachados da Europa -, pagamos cifras inimagináveis a jogadores e comissão técnica. Acredito que está bolha –negativa- financeira pode estourar a qualquer momento. Em contrapartida, o estado se arrasta para melhorar as condições de nossos policias, professores, médicos, infraestrutura e etc.

Deixei por ultimo o mais importante das relações. A formação de caráter. Atualmente em nossa democracia extramente capitalista, a formação de alunos ou atletas esta voltada para o mercado de trabalho. Não tenho nada contra. Mas é preciso pensar se apenas isto basta. Não formamos um robô que vai do trabalho para casa, mas sim pais de família e integrantes de uma sociedade livre. Tenho certeza que a má formação de caráter resulta no que hoje estamos passando. Não apenas em âmbito nacional, pois os calhordas, patifes e seres de má fé estão em todos arredores do globo. No futebol é a mesma situação. Estamos cansados dos “coitadinhos” jogadores partirem para Europa ganhar mundos e fundos e reclamar de “adaptação”, passam a impressão que o brasileiro é desprezível e sem caráter.

Precisamos repensar em todas as escalas a nossa formação. A final, o que desejamos? Uma sociedade facilmente manipulada, sem voz própria, robotizada para atender ordem de seus superiores, ou, seres com ideias, conhecimento, propostas a um bem maior e assim melhorando a sociedade como um todo.

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Avenida no 3-5-2 leva goleada do tricolor

O Avenida de Santa Cruz não conseguiu surpreender o tricolor de Porto Alegre. A goleada é sempre esperada entre estes confrontos, para variar se confirmou. Algo que me chamou atenção foi o estilo e falta de sorte do Avenida. O time soube marcar o Grêmio, mas como levou quatro gols? Bem, os dois primeiros gols se resumem a falta de sorte do que desmerecimento. Ao estar perdendo, fora de casa, contra um adversário de elite, o jogo se complica. Quatro a zero merecido por parte tricolor.

Gilmar Iser armou sua equipe no 3-5-2. Algumas pequenas variações foram notadas: Com bola a equipe passava ao 3-4-3, sem bola a um efetivo 3-5-2 ou 3-4-2-1. Por alguns momentos o time se postou de maneira agressiva no campo do Grêmio, intuito era de forçar o adversário para o erro, com isto o 3-4-3 se mantinha.

Flagrante tático. 3-5-2 com alas ofensivos.

Logo cedo o time já se encontrava em desvantagem no placar. Portanto as ideias propostas por Gilmar teriam de serem outras. Claramente a equipe não sabia ditar o ritmo de jogo e nem se esperava isto.

Jogando com três zagueiros ficou claro a marcação individual no adversário. Anderson Bill foi o zagueiro que colou em Moreno, Carlos Alberto e Eliésio em Bertoglio, quando o atacante caía por o lado de um deles. Os alas – Dudu e Vinicius – acompanhavam os laterais e o meio campo tentava encaixar no meio campo adversário – para isto, Edimar recuava se alinhando aos volantes.

Flagrante tático de marcação individual. Carlos Alberto acompanha Bertoglio até o meio campo. Edimar recuando para compor.

Com posse de bola a equipe tinha uma proposta simples. Jogar pelos flancos e achar algum cruzamento ou jogada em velocidade. A organização não ficava clara, pois o time partia do 3-5-2 para o 3-4-3, Edimar não era meia, tão pouco caía pelos lados. Preferencialmente o lado direito foi mais utilizado com: C.Alberto, Dudu e Fabio Pinho. Este trio pouco se aproximou e o solicito, mas solitário Dudu foi anulado. Na esquerda: Eliésio, Vinicius e Carlos Eduardo, pouco viram a cor da bola, o jogo era proposto pela direita.

A equipe “sabia” se defender com muitos, ou melhor dizendo, agrupar jogadores no campo defensivo. O grande problema se tornou as transições ofensivas. Sem bola o agrupamento era com oito a nove jogadores, com a mesma víamos no Maximo quatro jogadores – ala e tripé ofensivo. Em certos momentos a equipe tentou adiantar suas linhas e propor o jogo, mas sempre oferecia espaço para o contra-ataque.

O contra-ataque que poderia ser melhor explorado não aconteceu devido ao excesso de passes errados. Osny é um grandalhão que não gera velocidade para equipe, apenas tem presença na área.

Em certos momentos de “utopia” se viu um Avenida tentando marcar a saída de bola tricolor. Sem resultado, pois apenas o tridente ofensivo de mostrava apto à ideia, eles não traziam consigo o restante do time, e isto gerava mais espaço ao tricolor.

Flagrante tático. A tentativa infrutífera do Avenida em atrapalhar a saída de bola tricolor.

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As mutações do Milan

Duelo de gigantes na Itália. Milan e Barcelona disputaram partida valida pelas oitavas de final da Champions League. O futebol jogado em si não correspondeu às expectativas. O time da casa ate começou de maneira empolgante, mas aos poucos foi dominado pelo Barcelona. O papa títulos – Barcelona – não conseguiu passar pela barreira italiana. Um empate insosso, o jogo de volta promete.

Allegri mantém o desenho tático do time, porem desta vez com algumas surpresas. O 4-3-1-2 facilmente se “mutava” para um 4-3-2-1 sem bola e até o 4-1-4-1 quando em posicionamento defensivo efetivo. Estas mudanças todas para frear o imparável Barcelona. A cortina de oito ou nove jogadores povoava o setor defensivo, não deixava espaço para o Barcelona e apostava no contra-ataque rápido.

Flagrante tático. Milan com losango no meio campo.

Inicialmente o Milan surpreendeu. Durante os quinze primeiros minutos se viu algo que não estamos acostumados, pressão sobre os catalães. A marcação a zona apertada forçava os catalães a ligação direta, ou errar os passes. Robinho foi o primeiro a perder uma clara chance de gol, aos 18, Ibrahimovic errou cara-a-cara com Valdés.

Com o passar do tempo o Milan se retraiu, ou o Barça o forçou a isso. Assim ficaram mais evidentes as “mutações” da equipe italiana. Ora no arvore de natal – transição defensiva -, ora no 4-1-4-1 – posicionamento defensivo efetivo - com recuo de Robinho para ponta esquerda, Boateng voltando como Box-to-box e Nocerino na direita. Curiosamente, Robinho foi o elo entre os esquemas, por ele passavam as variações.

A troca de passes rápida e variando entre bola curta e longa, pegou o time catalão com as calças nas mãos por diversas vezes. Infelizmente os movimentos ofensivos dependiam quatro jogadores, geralmente, Seedorf, Boateng, Robinho e Ibra. Os laterais pouco passavam, aliás, Bonera foi lateral-base, anulou o lado esquerdo de ataque adversário e basculava para o centro, auxiliando os zagueiros. Antonini mais solto, mesmo assim pouco solicito ao ataque.

O esquema arvore de natal foi mais visto enquanto Robinho esteve em campo. Boateng e Robinho se alinhavam e os três volantes as suas costas. Ibrahimovic era o único jogador no ataque.

Flagrante tático. 4-3-2-1 arvore de natal, Ibra mais a frente não aparece na imagem.

A variação defensiva do Milan entre: Pressionar saída de bola e forçar o erro adversário; Se defender, oferecer posse de bola e contra-atacar em velocidade. Assim os espaços para o Barcelona tocar foram mínimo. A presença defensiva dos laterais, lembrando os anos 50, foi essencial para preencher os flancos.

Ambrosini foi o volante poste frente aos zagueiros. Tinha como intuito proteger a Mexes e Nesta. O setor defensivo por incrível que pareça foi razoavelmente bem, creio que devido a solidariedade de todos.

Depois da saída de Robinho, o 4-1-4-1 ficou ainda mais evidente. ElSharawy recuava e tinha maior solidariedade. Fechava o lado direito de defesa enquanto Boateng o esquerdo.

Flagrante tático. Milan no 4-1-4-1.

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A dependência brasileira pelo Camisa 10/ Homem de criação e homem da sobra

Neste texto vou abordar dois fatos históricos do futebol brasileiro: a nossa clara e evidente dependência pelo Camisa 10 ou meia de criação;  homem da sobra que gera segurança ao setor defensivo. É claro que estas duas posições já se tornaram regra de nosso futebol, ou, integram a escola brasileira.

Estes dois jogadores são vistos desde os clubes de menor expressão aos grandes do nosso futebol. É quase que passado de pai para filho, de geração em geração. No caso, de clube para clube.

Acredito que esta dependência possui uma explicação. Formação de jogadores e treinadores. Não há como negar que alguns de nossos treinadores possuem pouco conhecimento efetivo de futebol, não basta ser jogador para se tornar treinador. Por outro lado, o jogador é fixado a jogar de uma maneira nas categorias de base, não existe vivencias em outras posições, ele é “criado” para uma determinada posição e perdurará por ali.

Relembrando um pouco de nossa historia. Getulio Vargas na década de 60 e 70 implantou no Brasil o modo de ensino tecnicista. Uma maneira de “criar” um operário focado para apenas uma função. Sesc e Senai foram suas “obras”. Na época para enriquecer e ter mão de obra “caseira” a solução foi interessante, mas era preciso evoluir. 

O empregado cursava Sesc/Senai e se formava apenas focado em uma área. Trabalharia o resto de sua vida somente no que aprendeu, não tinha motivação para saber mais, crescer e desempenhar outras funções.

Um exemplo cômico é o filme de Charles Chaplin, em que o ator possui apenas uma tarefa, apertar parafusos. 

Hoje não se admite um funcionário que só saiba apertar um parafuso e nada mais. É preciso se aplicar em múltiplas funções.

A historia da educação brasileira nos remete a escola brasileira de futebol. A grande diferença é que evoluímos na maneira de ensinar, mas pouco em relação ao futebol. O mercado de trabalho exigiu mais de seus funcionários, ou seja, melhor qualidade na formação. O futebol avança a passo de tartaruga, é preciso de uma revolução para nos abrir os olhos. A exigência no futebol vem por etapas: Técnica, física, tática. Este o grande erro, não há um conjunto, assim se torna complicado “criar” bons profissionais.

É inadmissível que nossos jogadores ainda possuam posições pré-determinadas e se prendam a elas. Não estou pregando que devemos “copiar” o modelo europeu, ou, sul-americano, apenas não podemos fechar os olhos para evolução mundial.

Se até a China que se diz socialista, mas cada dia que passa se mostra mais capitalista, abriu suas portas para o mercado internacional, porque o País do Futebol não pode aprender com os outros?

Sem mais rodeios.

Perante este histórico método de formar jogadores, nos acostumamos há um organizador e homem da sobra. Quando ele não se encontra em campo, parece que a equipe esta perdida e consequentemente a derrota é iminente.

Homem da criação: Todo um sistema é adaptado para ele estar em campo. É ele quem organiza a equipe e/ou cria situações para o time. Joga aonde e como quer, mas cumprir funções defensivas já é pedir demais. Com ele em campo o passe sempre passa por seu pé, organização centralizada e dependente deste único jogador. Na Itália temos o regista – um organizador mais recuado, mas que cumpre funções defensivas, exemplo: Pirlo.

Homem da sobra: Parece inacreditável, mas o brasileiro conseguiu adaptar um esquema, para pior, só para escalar o homem da sobra. O esquema em questão é o 3-5-2, na Europa com libero, avançando e se tornando homem surpresa, no Brasil apenas cumpre funções defensivas. Este jogador geralmente é rápido e se encontra a alguns passos atrás do seu companheiro de zaga.

Não estou decretando que estes jogadores devem ser exilados, ou não devem mais ter espaço nos times. Apenas acredito que existam outras formas de jogar, eles permeiam o futebol brasileiro, devem seguir, mas um leque de opções deve existir.

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Luxemburgo utiliza hibrido 4-4-2 losango e 4-3-3

Hoje se viu um novo Grêmio em campo, talvez o tricolor que Caio Junior tanto pregasse. Vanderlei pôs em pratica o que o futebol mundial entende como melhor esquema, 4-3-3 com triangulo de sabe alta no meio, dois pontas e um centroavante de área. Além deste novo esquema, o treinador utilizou do antigo 4-4-2 losango em momentos para equilibrar o time defensivamente.

Flagrante tático. 4-3-3 com meio campo e ataque bem definidos.

Filosoficamente o time respeitou as nuances deste esquema. Jogando pelos flancos com laterais fazendo dobradinha com os pontas, aproximação dos homens de meio e infiltração na área. Tudo muito bonito, mas faltou vontade ao time. Extrema posse de bola, porém faltava criação.

No 4-3-3 o time se alinhava da seguinte maneira: linha de quatro defensores – Gilberto Silva e Werley na zaga, Gabriel e Pará nas laterais; tripé de volantes – Fernando na primeira função, Souza e Marco Antônio mais a frente, alinhados; dois pontas - Bertoglio, ora como ponta, ora como meia-atacante do losango e Kléber inicialmente na direita, mas variava muito com Bertoglio; Marcelo Moreno homem da referencia.

Com posse de bola o 4-3-3 se configurava, sem a mesma o losango era utilizado. Deve-se ressaltar que na transição ataque-defesa o esquema permanecia no 4-3-3 com atacantes cercando saída de bola. Em posicionamento defensivo efeito, o losango era visto. Este posicionamento defensivo era com linhas recuadas, sete jogadores efetivamente defendendo e tridente ofensivo pronto para o contra-ataque.

Flagrante tático. Grêmio no 4-4-2 losango. Desta vez, Kleber compareceu como ponta-de-lança do losango.

Ofensivamente o Grêmio saía do losango e partia para o 4-3-3. Bertoglio caía em um dos flancos e Kleber no outro. Ambos os pontas com movimentação, Kléber jogando de costas e fazendo pivô, Bertoglio partindo para cima da marcação. Pontas estes que trocavam de lado, sempre enveredando para o centro e abrindo corredor para o lateral. Quando o lateral não encontrava espaço, infiltrava ou ficava mais recuado. Cruzamentos sempre encontravam de dois a quatro companheiros na área – Moreno,pontas e por vezes M.Antônio.

Meio de campo avançava, mas não trazia consigo a linha de defesa. O espaço entre volante – Fernando – e zagueiros foi um complicador. Meio de campo avançava para servir como opção de passe e pegar rebote ofensivo, dentre os três, apenas Marco Antônio entrava na grande área. 


Pará, destro jogando na esquerda, era previsível em suas jogadas, ele sempre tinha de girar o corpo para cruzar, com isto, pouco se viu cruzamentos pela esquerda. Gabriel, como de praxe, prefere abola curta e pelo chão. Cruzamentos partiam dos pontas ou "volantes".

Marcação variou entre zona meia-pressão na transição defensiva com linhas adiantadas e zona meia-pressão em posicionamento defensivo efetivo.

Flagrante tático. 4-3-3 com jogadores de ataque dificultando saída de bola.

Luxemburgo antes do jogo explicou como o esquema funcionaria.

- Armação será entre Souza e Marco Antônio. Bertoglio como um meia-atacante chegando à frente para finalizar. Atacantes precisam voltar para compactação.

Pode ser o inicio de uma nova era, mudança de paradigmas do futebol brasileiro, ou, apenas um teste de Luxemburgo. É esperar para ver.

OBS: Segundo tempo foi totalmente atípico. River com um jogador a menos, extremamente cansado, abdicando de atacar e Grêmio acabou dominando a partida. Resultado de 3x1 merecido.

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São Paulo 3x2 Santos - Grandes clássicos se definem nos detalhes.

Texto de Rai do blog taticamente falando 



Não é bobagem dizer o que o São Paulo dominou o Santos no Morumbi, pois sim, o time de Leão teve ampla vantagem no primeiro tempo, mais jogadas de perigo de jogo, mais lances de efeito, enquanto o Santos retraído só errava, no segundo tempo, quando o time de Neymar teve a chance de passar a frente no placar, errou dinovo, deixou o São Paulo controlar e vencer de forma heroica e histórica com grande atuação de Lucas. 

Logo no começo do jogo por um capricho do destino, Casemiro bateu de fora e contou com o desvio de Edu Dracena para abrir o placar no Morumbi, Casemiro e os caprichos do destino voltariam a se encontrar, mais a frente. 

Cirúrgico, Rodrigo Caio anulou Neymar no primeiro tempo, foram mais 8 roubadas de bolas a apenas 2 faltas, com 1 cartão, o problema de Caio, mais a frente. Não só ele mais também seus companheiros de defesa, tanto na marcação, Rhodolfo e P.Miranda, como no apoio, Cortêz fizeram uma ótima partida, cada um com sua função isolando o ataque Santista, Rhodolfo colou em Borges, Denilson e Paulo Miranda se revezaram na marcação à Ganso.


Essa marcação deu ao São Paulo a chance de usar um 4-1-4-1 no primeiro tempo, comDenilson na base, Lucas e Jadson nas extremas, caindo pelo meio, Cícero e Casemiro por dentro. Taticamente falando, Cícero foi a peça chave do São Paulo no primeiro tempo, cobriu os dois lados, e ainda atacou com qualidade, chegando de trás.

No Santos foi evidente o 4-3-3 acuado, pelo forte poder ofensivo dos Tricolores, Adriano como primeiro volantes, voltando de contusão, não suportou o ritmo, Ibson e Arouca abertos foram peças nulas no jogo. Ganso, Neymar e Borges pouco trabalharam no primeiro tempo. A primeira finalização do peixe foi só aos 30' minutos da etapa inicial. 

Logo aos 5' o capricho do destino, dito lá em cima, se reencontrou com Casemiro, apósescanteio a bola bateu no camisa 29 do São Paulo e sobrou limpa para Dracenadecretar o empate. R.Caio foi expulso na sequencia e o segundo tempo começou infernal para o São Paulo. 

Muricy logo colocou F.Anderson e Elano adiantando o time, Leão não tinha mais nada a fazer, diferente de colocar Piris para recompor, tirando Jadson. 

Lucas então buscou a individualidade, o time não tinha mais a força coletiva, então junto a Luis Fabiano puxou o contra-ataque que acabou com o camisa 9 derrubado na área. Pênalti que o mesmo Fabuloso bateu para colocar o Tricolor na frente dinovo. 

Apagado Neymar prezou a individualidade também, e após lance de Kardec, tirou Denis e deixou tudo igual no Morumbi. Então o empate parecia bom negócio para Leão, do modo que se desenhava o jogo, e então sacou o Fabuloso e colocou um terceiro zagueiro. 

Armando o time no 3-4-2, foi o que deu, Piris, Paulo Miranda, Rhodolfo, Casemiro eDenilson tinha o compromisso com a marcação, Lucas, Cícero e Cortêz o compromisso com o contragolpe, o foram justamente eles que apareceram no derradeiro lance do jogo, bola de Lucas para Cortêz de Cortês na trave, da trave para Lucas de Lucas para o gol. E Vitória tricolor no clássico.

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Botafogo segue 4-2-3-1 de 2011.

Oswaldo de Oliveira vem mantendo o esquema de Caio Junior no Brasileiro de 2011. O 4-2-3-1 se mantém, mas com algumas mudanças na maneira de jogar e como a equipe se posta em campo. A vitoria sobre o Vasco apresentou o time em três momentos distintos, mas bem nítidos.


Primeiro momento:

Durante os primeiros 25 minutos a equipe se comportou de maneira agressiva e se postando no campo do adversário. Oswaldo aplicou o básico no futebol, mas que para muitos treinadores se torna complicado. Ocupou espaço com inteligência e superioridade numérica em setores de meio e ataque.

Nesta fase inicial os wingers se aproximavam de Herrera, o argentino nunca ficava sozinho na área. Um pelotão vindo de trás auxiliava nos movimentos e transição ofensiva. A compactação partia de linhas adiantadas e próximas. Quando com bola o time se portava da seguinte maneira: um dos laterais passava e o outro guardava posição; Marcelo Mattos frente aos zagueiros; Renato avançava e auxiliava Andrezinho na criação; Wingers nos flancos e alçando bolas na área para Herrera.

Os laterais possuíam funções ofensivas, mas não tinham como intuito procurar a linha de fundo. Tanto Lucas, quanto Marcio Azevedo não avançavam, pois ocupariam mesmo espaço de Fellype Gabriel e Elkeson.

Botafogo com maior posse de bola, mas para transformá-la em chances de gols foi complicado. Resumindo. O Botafogo dominou, mas não criou situações de gol. O Vasco perdido no meio campo, cedeu espaço para o fogão e demorou para entrar no jogo.

O time neste período pendia para direita com: Lucas, Renato e Elkeson. Andrezinho flutuava por onde a bola se encontrava, até recuava para dar o primeiro passe e ajudar na marcação. A explicação por este time “torto” para direita se explica pelo fato de Fagner ser o lateral apoiador do Vasco. Marcio Azevedo ficou receoso aos apoios e com isto a dobradinha com F.Gabriel foi nula.

Mesmo com Marcio mais peso a marcação, foi por ali que o Botafogo sofreu. Ora Allan, ora Eder Luis caíam às costas de M.Azevedo. Para quebrar a marcação, Diego Souza recuava e se postava entre zagueiros e volantes, resultado? Marcação indefinida.

Transição defensiva foi o ponto marcante desta predominância dos primeiros 25 minutos. O quarteto ofensivo se postava em campo ofensivo e a partir dali complicava a saída de bola Vascaína. O intuito era forçar a ligação direta.

Transição defensiva. Linhas adiantadas para complicar saída de bola.

O posicionamento efetivo defensivo era com todos, eu disse todos, recuados e atrás da linha de meio campo. Andrezinho recuava para marcar Romulo e os wingers fechando o espaço dos laterais.

Flagrante tático. Jogadores no seu campo defensivo.

Segundo momento:

O pior momento do Botafogo, mas o que decidiu a partida. Após parada técnica o gás do fogão parecia ter acabado. Ou, Oswaldo de Oliveira percebeu o espaço cedido às costas de seus laterais, contra-ataques e decidiu ter mais cautela. Acredito que os primeiros 25 minutos foram para pressionar o adversário e logo abrir o placar, mas os riscos em que se submetia poderiam ser irreversíveis.

A equipe começou a dosar seus ataques e com o passar do tempo foi dominado pelo Vasco. O time da colina adiantou suas linhas de marcação e forçava o Botafogo a ligação direta procurando Herrera. Quando o Botafogo conseguia por a bola no chão os jogadores não passavam da linha da bola, os ataques dependiam do quarteto ofensivo e só deles.

A principal jogada partia da bola parada com Andrezinho. Escanteio, faltas, este era o homem que alçava bolas em direção a área.

Ligação direta, para apenas um jogador no ataque era suicídio. O setor de meio campo foi nulo nestes momentos, dependeu de erros do Vasco para sair jogando e achar um contra-ataque bem encaixado. Assim saiu o primeiro gol. Bela triangulação entre Lucas, Renato e Elkeson, cruzamento para área que encontrou Fellype Gabriel, e rede.

O segundo gol saiu em um erro da defesa. A bola bateu e rebateu no zagueiro e novamente Fellype Gabriel marcou. Curiosamente em jogada partindo do centro para direita, era visível que o lado esquerdo estava mais solitário. Fellype Gabriel tinha de infiltrar para encontrar o jogo.

Terceiro momento:

Este composto naturalmente do segundo tempo. Inicio de segunda etapa com leve superioridade Vascaína, mas regulada pelo Botafogo. Oswaldo soube “ajeitar” sua equipe e dosar os momentos em que se defendia e atacava.

O susto logo veio com gol de falta de Felipe Bastos.

O terceiro e ultimo gol saiu em uma rápida jogada pela esquerda. Marcelo Azevedo cobrou lateral rápida, pegando a defesa despreparada, e lançando Jóbson, este invadiu a área em velocidade e tocou para Fellype Gabriel fechar a conta.

O árbitro João Batista de Arruda viu falta de Marcio Azevedo em Fagner na área. Enquanto Juninho corria em direção à bola, o goleiro fez um gesto com o braço, apontando o seu canto esquerdo. Pulou ali e pegou a cobrança ruim de Juninho.

Fim de papo. Botafogo mereceu vencer, mas ainda é preciso evoluir.

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Inter de Milão no 4-4-2 só empata, Ranieri balança

A vida em Milão não esta fácil para Ranieri. Após a eliminação na Liga dos Campeões, diante do Olympique, a Internazionale de Milão apenas empatou com a Atalanta, no estádio Giuseppe Meazza, em Milão, neste domingo, pelo Campeonato Italiano.

Ranieri vem optando pelo 4-4-2 em duas linhas, típico esquema inglês. O treinador italiano segue a risca o estilo de jogo histórico desta formação. Bola aérea e jogada pelos flancos. Os dois centroavantes “aipins”, pois jogam plantados, atuam na área e revezam na movimentação fora cúpula – leia-se área.

As duas linhas da Inter. Setas amarelas movimentos defensivos, pretas ofensivos.

Por vezes este 4-4-2 em duas linhas pode variar para o 4-4-2 em losango, pois Cambiasso avança se aproximando dos atacantes e ate entrando na área, o elemento surpresa. Poli centralizava e atuava como “poste” frente aos zagueiros. Com prioridade para jogar nos flancos a área era bem preenchida: winger contrario a jogada; Cambiasso e os dois centroavantes.

4-4-2 em duas linhas

Sem criatividade foi o que se viu da Inter em campo, mas dizer que estava desorganizado, creio que não. Os movimentos partiam e eram executados como todos imaginariam. Criação descentralizada, jogada pelos flancos e muita bola alçada. A extrema velocidade partia pelos flancos com: Obi e Nagatomo na esquerda e Zanetti e Maicon na direita.

Obi e Nagatomo eram mais incisivos, mas não jogavam em conjunto. Quando Obi centralizava, Nagatomo não passava, e quando Obi procurava a linha de fundo, Nagatomo não o auxiliava. No flanco direito, Zanetti e Maicon se entendiam melhor, Zanetti infiltrava e abria corredor para Maicon, por vezes bem aproveitado. Mas o time pendia a jogar para esquerda.

A presença ofensiva era composta por seis jogadores: Um dos laterais; Cambiasso entrando na área; wingers e dois centroavantes. A dupla de zagueiros se adianta, mas não chega à linha de meio campo, o lateral compõe sistema defensivo junto aos zagueiros. Poli ficava centralizado frente aos zagueiros, não se adiantava para pegar segunda bola, não comprometeu e teve bom percentual de passes acertados.

Inter no 4-4-2 losango.

Defensivamente a Inter se postava com duas linhas de quatro, recuadas e fechando os espaços. Os dois centroavantes não recuavam, apenas ficavam a frente fazendo numero. O problema estava na transição defensiva. Quando o time perdia a bola, seja ela desarmada ou errando passes, algo que foi comum. O espaço nas zonas laterais e central do campo oferecia um contra-ataque poderoso ao Atalanta, felizmente o ultimo passe não se concretizava.

A Inter criou uma bela chance de gol. Pazzini sofreu pênalti, discutível, mas se o arbitro assinalou bastava bater. Milito cobrou e o goleiro como um gato pegou. Outra bela jogada ocorreu aos 42 minutos, primeiro tempo, com ataque em bloco, 8 jogadores apareceram a frente: duas linhas e os centroavantes. O time rodou a bola, não encontrou espaço e acabou errando o passe, o Atalanta contra-atacou e por um cruzamento não marcou.

A Inter sempre ofereceu espaço para contra-ataques do Atalanta, mas para isto procurava o gol. Existiram poucas chances, pois o time carecia de um jogador de criação. As tentativas lembram o "abafa", famoso tudo ou nada. Ranieri esta devendo, balança, mas caíra?

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Reforma do Beira Rio, olhos brilham?

A novela entre Andrade Gutierrez e Internacional esta longa demais. Clube e empreiteira estão com laços desgastados, o povo clama por uma resposta, ou melhor, assinatura de contrato. A ganância da empreiteira por um negocio perfeito já esta passando dos limites.

O principal tema de debate girava em torno da viabilidade do negocio. Quando Andrade Gutierrez finalmente conseguiu as garantias do negocio, aparentemente tudo estava resolvido, porém um entrave de ultima hora pode colocar tudo por água abaixo de uma vez. Há boatos de que a empreiteira deseja mudar o contrato e ter um maior beneficio no entorno do Beira Rio.

O presidente colorado, Giovani Luigi, já declarou que só assina se o contrato estiver dentro da realidade colorada e sem surpresas no futuro.

- Represento milhões de colorados, tenho de fazer a melhor escolha, mesmo que tenha que esperar e/ou até não assinar nada pelo bem do clube. Não é a AG que decide, mas sim ambas as partes.

Nestas ultimas horas o que se diz em Porto Alegre é de que um Plano B para reforma do Beira Rio já esta alavancado. Um grupo de empresas estaria interessado na reforma e até a idéia de a obra ser custeada com recursos próprios voltou à tona. Porém o tempo perdido com AG pode definir se a Copa será em Porto Alegre ou não.

Túlio Zamin, presidente do Banrisul, diz que acredita na viabilidade do negócio, que, segundo ele, tem uma boa taxa de retorno, e lembrou que o impasse que paralisa a reforma do estádio ganhou uma dimensão que extrapola o campo da negociação empresarial.

— Apesar de o projeto ser bom, ele encontra um ambiente de disputa, de contestação, e isso de alguma foram vem dificultando o nosso trabalho no sentido de encontrar um investidor que olhe o negócio como um capitalista, que brilhe o olho e diga 'Opa, aqui eu vou ganhar dinheiro' — afirmou.

O que significa isto? Que capitalistas e empresários que se interessem pelo empreendimento das reformas não se encontram em qualquer esquina, estão escassos. Seus olhos não brilham. O que devem dizer é: ‘Opa aqui vou perder dinheiro’. (imagina 300 Milhões)

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Real Madrid no 4-2-3-1, ganhou ao natural, mas ficou devendo

Casa cheia para o embate entre Real Madrid e CSKA, partida valida pelas oitavas de final da Liga dos Campeões. O placar elástico pode resumir o que foi o jogo, 4x1 merecido ao Real, mas sem demonstrar um grande futebol.

José Mourinho segue com seu 4-2-3-1 intocável. O inicio de jogo foi completamente irreconhecível por parte do Real, os erros de passe não casavam com a proposta de jogo. Até o super astro, Cristiano Ronaldo, demorou em se encontrar no campo. Deve-se ressaltar que o 4-4-2 em duas linhas do CSKA soube bem anular o Real durante o primeiro tempo.

4-2-3-1 do Real extremamente ofensivo pela esquerda.

O inicio de jogo complicado só possui uma explicação. Excessivo erro de passes dos homens de meio campo e a tentativa infrutífera de ataques pelo centro do campo, ignorando as beiradas. Por conta desta desorganização merengue, o CSKA teve alguns momentos de lucidez. A linha de defesa adiantada e o lado de esquerdo do Real com Marcelo, Xabi Alonso deixava espaço as suas costas, o passe em profundidade complicou, por ali, dois bons lances aconteceram.

Com o passar do tempo o time merengue se encontrou em campo. Xabi Alonso foi quem tomou conta do meio campo e primeiro passe. Os wingers com pés invertidos abriam corredor para passagem dos laterais, na esquerda, Marcelo auxiliava a Cristiano Ronaldo. Pela direita, Ozil infiltrava se tornando armador pelo centro, mas Arbeloa sequer o acompanhava, imagina aparecer no campo de ataque. As jogadas de linha de fundo foram raras, algo normal, pois apenas Higuain estava na área.

Na transição ataque – defesa os homens de frente davam o “bote” em campo alto, para logo recuperar a posse de bola, ou complicar a saída de bola adversária. Caso o passe saísse, os wingers recuavam para seu campo. Se não marcassem, pelo menos estavam ocupando espaço e sempre bem posicionados para puxar o contra-ataque.

Com posse de bola e em posicionamento ofensivo o time da casa jogava compactado e com linhas adiantadas. Os volantes não avançavam, ficavam postos para a segunda bola e liberando Marcelo para apoio, Arbeloa fazia compensação defensiva pela direita. Durante algum tempo as jogadas ofensivas dependeram do quarteto ofensivo: Kaka pelo centro; Cristiano Ronaldo mais agudo pela esquerda; Ozil na direita e procurando o centro para articular e Higuain na referencia.

Flagrante tático. Real no 4-2-3-1

O primeiro gol custou a sair, mas foi em uma jogada bem trabalhada. O time do Real passou dos 20 minutos aos 25 rondando a área do CSKA e fazendo uma blitz ofensiva. Desta vez o time atacou em bloco, todos se movimentando e abrindo espaço, foi Khedira quem preencheu o espaço de lateral direito. Kaka passou para Higuain marcar, dentro da pequena área.

A partir do primeiro gol tudo mudou. O time russo passou a jogar mais “aberto” e o Real reencontrou espaço pelas laterais. Os meias passaram a se movimentar, trocar de posição e Higuain a sair da área abrindo espaço para quem aparece de trás.

Na volta para o segundo tempo, era claro e evidente que o time espanhol pendia para esquerda. Marcelo, Cristiano Ronaldo e Ozil apareciam por ali. Kaka ficou mais centralizado e encostando em Higuain. A explicação do porque o time estar “torto” para esquerda? O CSKA já não tinha forças para marcar e recuar seus wingers.

Xabi Alonso deu uma aula de como passar, lançar e inverter o jogo. Seus erros eram quase nulos e por ali passou sempre a qualidade do primeiro passe.

A tranquilidade chegou com o segundo gol. Chute de longa distancia do craque português, uma folha seca ao melhor estilo Didi. Mesmo com o chute forte, bola sinuosa, o goleiro devia facilmente defende-la, mas acabou levando um frangaço.

O terceiro gol nasceu de uma bela assistência de Ozil. Jogada que explica o posicionamento do meia, partia da direita e infiltrava para o centro atuando como articulador. Benzema chutou a primeira e o goleiro pegou, mas o rebote caiu em seus pés, e de bico o Frances ampliou.

Para fechar a conta, novamente ele, Cristiano Ronaldo. Em rápido contra-ataque o português foi servido por Benzema e só teve o trabalho de empurrar para as redes.

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Antes do gol havia o drible

Texto de Carlos Gomes, originalmente do blog: Futebol de Bolso

I

O dri­ble está para o fute­bol assim como a poe­sia está para a prosa.

II

Neymar e Messi estão na moda, por­tanto, o dri­ble. O pri­meiro impro­visa com o movi­mento das per­nas, pas­sa­das, velo­ci­dade, o que não con­se­gue impro­vi­sar com tanta faci­li­dade quando fala, quando arti­cula pro­sear com a imprensa, com o público. Vender ima­gem com ima­gem, somente, não com pala­vras. O segundo está mais pró­ximo de Garrincha, de Maradona; ambi­ci­ono misturá-lo com ambos. A repe­ti­ção de lan­ces imar­cá­veis do pri­meiro, o toque de geni­a­li­dade, sur­presa, acaso, do segundo.

III

Um lance de dri­bles é uma explo­são de acasos.

IV

A poe­sia car­rega a abs­tra­ção, a curva, a melo­dia dos ver­sos, o drible:

As per­nas entrelaçam-se umas nas outras, um corpo só, mem­bros em pura vibra­ção. O vento confunde-se com a velo­ci­dade dis­tinta. Os olhos revezam-se entre os olhos do adver­sá­rio e os movi­men­tos impre­ci­sos da esfera. Todos os olhos ao redor, pela tevê, até os olhos dos ouvi­dos nos rádios – os olhos da ima­gi­na­ção –, todos aten­tos a ação que se forma impre­vi­sí­vel; e quando todos olham para um lado, a esfera vai pro outro, o corpo para um ter­ceiro, e assim o tri­ân­gulo está for­mado: o drible.

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Caso Adriano - Importância da família, até no futebol

Não é de hoje que a família se tornou um dos pilares de sustentação de jogadores de futebol. Existem os dois lados da moeda. Pode ser o pai ou mãe que auxilia o filho nos momentos mais difíceis, ou, os familiares mais longínquos que possuem interesses secundários, visam apenas às cifras do futebol.

Nesta segunda-feira, Adriano e Corinthians entraram em comum acordo para enfim romper os laços de sua união. Alias, badalada e com muitos contras para Adriano. As más línguas falam que apenas em 2012, o Imperador já teria se ausentado de treinos três vezes pelo fato de sua mãe estar de aniversario. Falta criatividade para Adriano até nas desculpas.

Adriano parece ser uma fábrica de polêmicas e confusões. Passou por motos doadas a traficantes, tirou no pé, possivel "enrabada" em clubes, bebidas, barraco envolvendo mulheres... Enfim, a lista é longa.

O império começou a ruir em 2004 a partir da morte de seu pai, Almir Leite Ribeiro, aos 40 anos. Em de 2006, Adriano ficou quase aquele ano inteiro sem marcar um gol pela Inter e, depois da Copa do Mundo de 2006, foi duramente criticado pela imprensa, irritada com a péssima campanha da seleção naquela Copa. No ano seguinte, sequer foi inscrito na UEFA Champions League 2007-08.

A morte do pai abalou forte Adriano. Creio que o imperador não soube escolher o melhor ombro amigo para afagar suas lagrimas. Com visitas seguidas aos Morros do Rio de Janeiro, Adriano, começava a ser questionado se estaria financiando o trafico de drogas. O atacante desmentiu tudo, mas suas seguidas “visitas” intrigavam a todos.

Para sair desta maré de azar, Adriano, foi cedido por empréstimo ao São Paulo. O imperador parecia ter entrado nos trilhos.

Infelizmente a passagem pelo tricolor paulista foi curta. Voltando a Inter a depressão se instalou, Milão não tinha mais o charme para Adriano e a saudade da Vila Cruzeiro - onde nasceu Adriano – era maior que seu desejo de jogar futebol. Em abril de 2009, Adriano simplesmente abandonou os treinamentos da Internazionale e retornou sem autorização ao Brasil. Foram dias de sumiço e especulações até de sua morte, um delegado, porém, desmentiu a notícia.

Após o sumiço, ele e seu empresário marcaram uma coletiva de imprensa. Em 9 de abril de 2009, durante a coletiva, Adriano declarou que pretendia parar de jogar por um tempo indeterminado, que poderia durar até três meses, pois perdeu a alegria de jogar futebol.

Por incrível que pareça este desanimo durou apenas três semanas. Adriano acertou com o Flamengo, clube do seu coração e, auxiliou a equipe na conquista do campeonato brasileiro. Titulo este que custou caro, pois Adriano jogava, mas tinha total liberdade de fazer o que bem quisesse. Neste período ficou famoso por chegar atrasado a treinos ou simplesmente não chegar.
 
O pesadelo começou em 2010. Possível envolvimento com traficantes, má fase no Flamengo, transferência para Roma e, acabando por cair de pára-quedas no Corinthians.

Deve-se ressaltar que Adriano foi eleito por três vezes o pior jogador do ano na Itália.

O problema com álcool é outro agravante na ficha do jogador. O Imperador ainda não encontrou o fundo da garrafa, mas vem procurando desde 2006.

Esta claro que Adriano era dependente de um forte elo na família. Seu pai. Talvez sem perceber, Adriano foi se aproximando de pessoas que queriam não o seu bem, mas o bem para elas. A falta de treinos, vergonha na Roma, desculpas sem o menor nexo não se encaixam no futebol.

O futuro clube de Adriano terá de trabalhar não somente o atleta, mais do que isso, o homem Adriano. Parece ser uma criança mimada, tudo que pede é atendido, os clubes vêm pagando caro por isso.

Para o bem do futebol e do próprio “atleta”, acredito que a aposentadoria deve chegar mais cedo. Aparentemente até sua mãe não sabe lidar com o filho, declarações passadas foram infelizes e não auxiliaram em nada o jogador.

A família é uma bussola que norteia os caminhos a serem seguidos. Acredito que Adriano nomeou as pessoas erradas para “substituir” a sombra que seu pai deixou. O transatlântico Imperador afundou e para resgatá-lo nas profundezas do mar é tarefa difícil para não dizer impossível.

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Novo Hamburgo, passando pela retranca à goleada

O confronto seria digno de David e Golias, desta vez o pequenino David não teve chances perante o gigante. O Novo Hamburgo se absteve a se retrancar no primeiro tempo e tentar sair para o jogo no segundo tempo. O Nóia antes do jogo gozava de ser a defesa com menos gols sofridos, contra o tricolor, buscou a bola as redes cinco vezes.

3-5-2, vulgo retranca

Itamar Schulle, treinador do Novo Hamburgo, armou uma retranca digna de gaúcho. No primeiro tempo no 3-5-2 abrasileirado, sim, abrasileirado. Este 3-5-2 com bola logo passava para um 4-4-1-1 sem bola, graças ao recuo dos laterais se alinhando aos zagueiros e Juba recuando para acompanhar Gabriel.


Como de praxe neste sistema o Novo Hamburgo marcou individualmente alguns jogadores do Grêmio. Luis Henrique ficava mais a esquerda junto a André Lima, Alexandre o zagueiro da sobra e Anderson Paulino perseguia Kléber em todas as zonas do campo. O volante Chicão “pegava” Marco Antônio, Zaquel recuava e se agrupava aos homens de meio, ou, cobria apoio de Juba, Marcio Hahn rondava Léo Gago e Pedro Silva encostava-se a Julio Cesar. Mendes e Clayton não possuíam funções defensivas.


Defensivamente se viu um buraco as costas de Juba. Luis Henrique e Zaquel não conseguiram  se posicionar para preencher este espaço.


Com Juba vindo de trás e compondo ataque junto a Mendes, Zaquel fazia função de ala pela esquerda. Marcio Hahn a exemplo de Zaquel, cumpria mesma função. Os ataques se davam por jogadas pelos flancos, ou, ligação direta procurando Mendes. Presença ofensiva composta por no máximo quatro homens: Alas, meia e centroavante.

Para melhor explicar o 3-5-2 brasileiro, me faço das palavras de Eduardo Cecconi:

O que acontece quando toda sua equipe marca individualmente em todos os setores? Ela se desorganiza. Acompanhem: quando os adversários se movimentam, arrastam consigo suas ‘sombras’. Levam o marcador individual para onde quiserem. Quando a equipe recupera a bola, não há como prever qual o posicionamento dos atletas para a transição ofensiva. Eles estão onde os adversários os deixaram. Espalhados sem uma ordem. Por isso recorre-se tanto, nos 3-5-2′s à brasileira, à ligação direta. É preciso dar um ‘chutão’ para o atacante segurar a bola enquanto a equipe se reorganiza, abdicando da articulação curta pelo chão, inviabilizada em razão das perseguições.”

Defensivamente o time se postava atrás da linha do meio campo e chamando o Grêmio para seu campo. Quando o tricolor passava pela linha central, logo encontrava um paredão de camisas brancas. Esta cortina branca lutou para não sofrer gols, mas Juba não conseguiu anular Gabriel ou intimida-lo a jogar em suas costas, o lateral em bela jogada serviu André Lima.

Com o fato de Juba recuar para tentar acompanhar Gabriel, o setor de ataque, leia-se Mendes, não levou perigo a zaga tricolor. Mendes ficava penando junto aos zagueiros. Com esta desorganização na transição ofensiva a bola não passava pelos pés de Clayton. A ligação direta, seguidamente foi utilizada e sem sucesso. As tentativas que geraram “perigo” foram em chutes de fora da área e pelo lado direito com Pedro Silva. A principal jogada deste 3-5-2 seria o pivô de Mendes, mas o centroavante sequer conseguiu ir de encontro a ela.

Espelhando, a goleada

É histórico e reconhecido por todos que treinadores adoram espelhar sua equipe em relação à adversária. Itamar Shulle agiu desta maneira, infelizmente de maneira equivocada. Saindo do 3-5-2 para o 4-3-1-2, porém sem a qualidade do tricolor, logo foi envolvido e se perdeu em campo.


Para esta mudança de esquema uma alteração foi feita. Pedrinho entrou no lugar de Luis Henrique. Com dois laterais ofensivos os buracos as costas dos mesmos era esperado e foi bem explorado pelo Grêmio. O tripé de volantes frente à zaga não conseguiu se impor com marcação frente ao tripé tricolor.

Sem um homem na sobra defensiva e com Kleber abrindo espaço, o Novo Hamburgo se perdeu defensivamente. Com o passar do tempo e os gols sofridos o time acabou no desespero procurando o empate, os espaços aumentaram e a fragilidade defensiva só aumentava.

Com um meio campo ainda mais fraco, em relação ao adversário, a ligação direta procurando Mendes seguiu sendo a principal “arma” do time. Os volantes pouco apareceram a frente e a bola rifada não ajudava em nada.

Semelhante ao primeiro tempo, a linha defensiva recuada chamava o Grêmio para seu campo, mas diferente do primeiro tempo, não houve um agrupamento de jogadores frente à área. A marcação desleixada foi um abraço para os homens de frente do tricolor.

Acredito que a atitude do treinador em espelhar o esquema tricolor esta ligada aos quatro gols sofridos no segundo tempo. Se os grandes treinadores só espelham o esquema para terem vitoria pessoal nas posições em comparação ao adversário , porque em um clube com menor qualidade o treinador iria espelhar o esquema do adversário? Só uma explicação, tentar anular as principais peças. As mudanças de Itamar foram tantas que seus jogadores não as compreenderam e na pratica o caos em campo foi iminente.

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As faces do Inter em Santos

Era difícil acreditar em o que meus olhos enxergavam. Aliás, dois enigmáticos acontecimentos. Primeiro que Dorival Junior parecia estar sendo Muricy, e Muricy parecia estar sendo Dorival, os papeis se inverteram. Segundo, o garoto Neymar simplesmente acabou com o jogo, dois golaços, e ate agora Rodrigo Moledo esta procurando o craque da Vila.

O ferrolho defensivo de Dorival Junior não tinha explicação. Imaginava-se que os três volantes escalados por Dorival fossem marcar Ganso e Neymar individualmente. Amigos, na coletiva o treinador colorado disse que não há como marcar Neymar. Concordo, mas pode-se tentar, ou estou equivocado?

Dorival armou o famoso esquema arvore de natal, pois seu desenho se assemelha a tal. Os presentes vieram trocados, ao invés do Inter aprontar, foi o Santos que “presenteou” o colorado. Neste 4-3-2-1 extremamente centralizado, o Inter se absteve a “tentar” parar o Santos, a cortina de ferro no primeiro tempo se desfez no segundo e os espaços para Neymar apareceram.


A equipe gaucha estava com imensas dificuldades de sair jogando. A linha defensiva presa, o tripé de volantes frente à mesma, não dava apoio à dupla de meias. Para tentar sair jogando, Oscar, D’Alessandro e Damião tinham que se virar como podiam, ora jogando de costas, ora vindo buscar o jogo. Todas tentativas sem sucesso.

Neste esquema com três volantes esperava-se que Elton iria grudar em Neymar, ser um irmão siamês. Não foi assim. Elton e Nei alternavam na marcação, dependendo de onde Neymar estava, mas ninguém o perseguia pelo campo. Com este tripé de volantes centralizado, o Santos abriu seu losango e o Inter não conseguiu encaixar a marcação. Arouca vindo de trás, Ibson abrindo na direita, Ganso ao centro, Neymar com intensa movimentação e ainda os laterais fazendo passagem.

O Inter tinha clara e evidente sua filosofia neste jogo. “Vamos estacionar um caminhão frente ao nosso gol, nesta noite nada irá passar”, o time retraído e sem saída de bola sofreu um massacre. Damião assistia ao jogo sozinho e sem parceria. D’Alessandro e Oscar nada fizeram, a parceria que teoricamente viria de trás não existiu.

Flagrante tático do Inter no 4-3-2-1 arvore de natal.

Elton teria de ser um coringa neste esquema. Deveria fazer função de volante sem bola, e com a redonda avançar formando um 4-2-3-1. Na teoria interessante, mas na pratica tudo foi por água abaixo. Elton não passou, os laterais pouco apareceram e para piorar, o Inter recuava e chamava o Santos para seu campo.

As tentativas coloradas de ataque sempre se davam na direita com Nei ou Elton. Simplesmente pelo fato do Santos ter neste lado, Juan, Arouca e Neymar. Claramente o espaço estava ali, mas como explorá-lo não é fácil.

Dorival pensou certo em como parar o Santos. Colocou um 4-3-2-1 para encaixar o 4-3-1-2 do Santos. Compreensível, mas aparentemente não contava com a variação alvinegra para o 4-2-3-1 ou 4-1-3-2. Os lados do campo ficaram sobrecarregados e sobraram jogadores para marcar Ganso, faltou alguém em Neymar.

Com desvantagem no placar o Inter precisava mudar, e assim Dorival fez no intervalo. Sacou da equipe Elton e colocou Datolo. O 4-3-2-1 passou para o habitual 4-2-3-1. Meio de campo com Guiñazu e Bolatti na volancia, Datolo como winger na esquerda, D’Alessandro ao centro e Oscar na direita.

Flagrante tático do Inter no 4-2-3-1.

D'Alessandro atuaria na sua como armador central, Datolo e Oscar nos flancos forçando para cima dos laterais e recuando para recomposição defensiva. O maior problema se tornou na transição defensiva, lenta e novamente cedendo espaços.

A mudança parecia surtir efeito, pois o Inter começava a se postar no campo do Santos e por ali trocar passes. Logo aos 4 minutos, Leandro Damião por pouco não marca em cruzamento pela direita.

Para toda ação, existe uma reação. O Inter saía de trás, adiantava suas linhas e conseqüentemente deixou espaço para o Santos jogar. Dar espaço para uma equipe que conta com Neymar e Ganso é suicídio, mas era necessário sair deste ócio ofensivo.

Na equipe do Internacional existe um buraco negro. Zagueiro – Moledo -, lateral – Nei – e volante – Bolatti - não conseguem interagir entre si na marcação. Sempre existe um espaço para o adversário jogar. O sistema de cobrir passagem do companheiro ou compensação defensiva parece não existir. Agora imaginem este buraco negro situado logo onde joga Neymar, foi um abraço.

Trecho do globo esporte: “Aos 9 minutos, em velocidade, Neymar pegou a bola ainda no meio-campo, fez fila em Bolatti, Guiñazu e Rodrigo Moledo antes de colocar a bola por cima de Muriel com um toque de mestre.”
Aproximadamente aos 12 minutos o Santos já contabilizava 11 chutes a gol, o Inter contava com apenas um, sim, um misero chute em gol. Isto bastava para resumir o jogo.

Os contra-ataques seguiam, o Inter tentava achar no jogo uma possível reação, aconteceu com Leandro Damião aos 18 minutos. Trecho do globo esporte: “Leandro Damião, então, deu uma mostra de que mesmo apagado pode ser decisivo. Depois de Oscar tirar de Rafael e cruzar da esquerda, o centroavante teve tranquilidade para apenas escorar e diminuir a desvantagem do Colorado, aos 18 minutos.”

Não irei pregar a violência, apenas vou “jogar” com o regulamento por baixo do braço. É proibido fazer falta? A regra é clara, está na lei que a falta é um recurso do jogo. Se esta no regulamento, porque Moledo e os demais não encostavam em Neymar? Não precisa parti-lo ao meio, mas tentar pará-lo. Caso o desarme não aconteça de forma limpa, não será feio fazer a falta.

Dorival já havia novamente trocado em suas peças. Tinga entrou no lugar de Bolatti e Dagoberto no lugar de D’Alessandro. Para felicidade geral e infelicidade colorada esta mudança de Dorival “abriu” o Inter ainda mais. Tinga não se alinhou a Guiñazu, o esquema variava entre o 4-1-4-1 sem bola e 4-1-3-2 com a mesma.

Flagrante tático do Inter no 4-1-4-1, ora 4-1-3-2. Dagoberto fazia pendulo entre meio de campo e ataque, assim essa variação de esquema acontecia.

Com estas alterações, Tinga foi mais incisivo e se postava ofensivamente no campo, teria como instrução fechar a passagem do lateral. Dagoberto foi o elo entre variação do esquema. Guiñazu ficou solitário frente a zaga. Novamente a transição defensiva deixou a desejar, poucos auxiliavam Guiñazu e os demais na marcação.

A aparente recuperação do Inter não durou dois minutos. Novamente Neymar e o lado direito defensivo colorado. O atacante conseguiu fazer outra obra de arte, semelhante à primeira, mas desta vez deixando Rodrigo Moledo como uma barata tonta. Quando chegou frente à Muriel, Neymar o encobriu. Golaço.

Não serei hipócrita em afirmar que esta derrota deve ficar de exemplo que o 4-3-2-1 é sinônimo de derrota ou ser execrado, os três volantes não devem ser colocados na gaveta. O importante não é quantos jogadores se escala a frente, mas sim quantos chegam à mesma.

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